Glossário Ayurvédico e Terapêutico

Glossário Ayurvédico e Terapêutico

Para ajudar nossos seguidores e leitoires interessados em Ayurveda, medicina chinesa e medicinas holísticas e naturais, compilamos esse glossário ayurvédico e terapêutico. Com inúmeros termos e expressões do universo das terapias alternativas (com foco no Ayurveda), ele é atualizado a cada semana e recebe novos termos sempre que possível. 

 

Abhyanga, masc. Técnica de aplicação de óleo vegetal por meio de massagem específica utilizada como base para outras práticas do ayurveda. 

 

Notas: i) O abhyanga utiliza óleos vegetais de acordo com os doshas de cada indivíduo: kapha, pitta, vata. ii) Pode ser realizado de modo parcial (anga abhyanga), em crianças (bala abhyanga, ou em si próprio (auto abhyanga). Ver Ayurveda; Kapha; Massagem; Nasya; Pitta; Swedana; Vata.

 

Em espanhol:

Em inglês: abhyanga.

 

Abordagem terapêutica, fem. Linha de entendimento terapêutico a ser seguida, de acordo com a racionalidade em saúde adotada, considerando o indivíduo holisticamente. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Ayurveda; Homeopatia; Medicina antroposófica; Medicina tradicional chinesa; Racionalidades médicas.

 

Em espanhol: abordaje

Em inglês: therapeutic approach.

 

Acupontos, masc. pl. Ver sin. Pontos de acupuntura.

 

Acupressão, fem. Técnica  terapêutica  que  gera  pressão  física  sobre os pontos de acupuntura para promover a regulação psíquico-orgânica do indivíduo. 

Nota: pode ser utilizada como alternativa terapêutica em pacientes com fobia de agulhas, como crianças. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: acupresión.

Em inglês: acupressure.

 

Acupuntura, fem. Tecnologia de intervenção em saúde que faz parte dos recursos terapêuticos da medicina tradicional chinesa (MTC) e estimula pontos espalhados por todo o corpo, ao longo dos meridianos, por meio da inserção de finas agulhas filiformes metálicas, visando à promoção, à manutenção e à recuperação da saúde, bem como à prevenção de agravos e doenças. (Figura 3).

 

Notas: i) A acupuntura pode ser de uso isolado ou integrado, com outros recursos terapêuticos da MTC ou com outras formas de cuidado. ii) Institucionalizada no Sistema Único de Saúde (SUS) como prática integrativa e complementar em saúde. iii) Para a acupuntura, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece, aos estados-membros, orientações para formação e prática por meio dos Benchmarks for Training and Practice in Acupuncture. Ver Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Pontos de acupuntura; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: acupuntura.

Em inglês: acupuncture.


Acupuntura  auricular,  fem.  Sin.  Auriculopuntura;  Auriculoterapia.

Técnica terapêutica que promove a regulação psíquico-orgânica do indivíduo por meio de estímulos nos pontos energéticos localizados na orelha – onde todo o organismo se encontra representado como um microssistema.

 

Notas: i) A acupuntura auricular estimula as zonas neurorreativas por meio de agulhas,  esferas  de  aço,  ouro,  prata,  plástico, ou  sementes  de  mostarda,  previamente  preparadas  para esse fim. ii) Tem origem nas escolas chinesa e  francesa, sendo a brasileira constituída a  partir  da  fusão  dessas  duas. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: acupuntura auricular.

Em inglês: auricular acupuncture.

 

Acupuntura craniana, fem. Ver sin. Craniopuntura.

 

Agenda Nacional de Prioridades em Pesquisa em Saúde, fem. Instrumento de articulação política que busca a ampla participação de pesquisadores e profissionais de saúde, de modo a possibilitar que as prioridades de pesquisa em saúde estejam em consonância com os princípios do SUS.

 

Nota: a Agenda, na 2ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações em Saúde, em 2004, incluiu a Medicina Natural e Práticas Complementares (MNPC, atual PNPIC) como

nicho estratégico de pesquisa. Ver Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: Agenda Nacional de Prioridades de Investigación en Salud.

Em inglês: National Agenda of Priorities in Health Research.

 

Agulha de acupuntura, fem. Sin. Agulha filiforme. Instrumento fino, perfurante, de ponta não cortante, de dimensões e calibres variados. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: aguja de acupuntura.

Em inglês: acupuncture needle.

 

Agulha filiforme, fem. Ver sin. Agulha de acupuntura.

 

Análise bioenergética, fem. Ver sin. Bioenergética.

 

Análise da biotipologia, fem. Estudo holístico das características físicas, emocionais,  hábitos  e  temperamentos  para  identificar a singularidade do indivíduo, auxiliando no diagnóstico e na condução terapêutica.

 

Nota: a análise é utilizada em diversas práticas como a antroposofia, a homeopatia e a medicina tradicional chinesa. Ver Antroposofia; Ayurveda; Homeopatia; Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: análisis de biotipologia.

Em inglês: biotipology analisys.

 

Anamnese integrativa, fem. Avaliação clínica integral do indivíduo que investiga sinais e sintomas – como histórico familiar e social, patologias, uso pregresso de medicamentos, sensações subjetivas, hábitos, humor, aspectos mentais, gerais e particulares, desejos e vivências marcantes, alterações fisiológicas etc. – em busca da singularidade que definirá a terapêutica a ser aplicada e o medicamento mais indicado e efetivo para cada indivíduo.

 

Notas: i) A anamnese integrativa é um modelo considerado na homeopatia, na medicina tradicional chinesa, na antroposofia aplicada à saúde, entre outras. ii) Na medicina antroposófica, a anamnese considera também os ciclos de vida, principalmente os três primeiros setênios (0 a 21). Ver Antroposofia aplicada à saúde; Holístico; Homeopatia; Medicina antroposófica; Medicina integrativa; Medicina tradicional chinesa; Termalismo social.

 

Em espanhol: anamnesis integrativa.

Em inglês: integrative anamnesis.

 

Antroposofia, fem. Filosofia desenvolvida por Rudolf Steiner, caracterizada como um processo de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que vincula o método científico convencional ao espiritual sendo, por isso, considerada “ciência espiritual”.

 

Nota: a antroposofia é aplicada em diversos campos, como Agricultura, Arquitetura, Pedagogia e Saúde. Ver Antroposofia aplicada à saúde.

Em espanhol: antroposofía.

Em inglês: anthroposophy.

 

Antroposofia aplicada à saúde, fem. Aplicação, na esfera da saúde, dos conhecimentos  antroposóficos  que  buscam  compreender e tratar o ser humano em sua integralidade, considerando sua biografia e sua relação com a natureza.

 

Nota: oferece uma abordagem interdisciplinar de cuidados com diferentes recursos terapêuticos, tais como: terapia medicamentosa, aplicações externas, banhos terapêuticos, massagem rítmica, terapia artística, euritmia, quirofonética, cantoterapia e terapia biográfica. Ver Antroposofia; Diagnóstico ampliado; Medicina antroposófica; Medicina escolar antroposófica; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

 

Em espanhol: antroposofía aplicada a la salud.

Em inglês: anthroposophy applied to health; health anthroposophy.

 

Anupana, masc. Substância utilizada como veículo na ingestão dos produtos naturais, com característica de potencializar a ação deles, adotada no ayurveda.

 

Notas: i) Os anupanas exercem ação sinérgica com os produtos utilizados e são divididos em panam, sahapanam ou anupanam. Diferentes anupanas podem ser utilizados com o mesmo produto natural, em práticas terapêuticas distintas. iii) Exemplos de anupana: mel, água fria, ghee. Ver Ayurveda.

 

Em espanhol: anupana. 

Em inglês: anupana.

 

Apipuntura, fem. Técnica terapêutica que consiste na aplicação de apitoxina como estimulante nos pontos de acupuntura e/ou áreas estratégicas a serem tratadas. Ver Acupuntura; Apiterapia; Apitoxina; Medicina tradicional chinesa;  Naturopatia;  Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: apipuntura. 

Em inglês: apipuncture.

 

 

Apiterapia, fem. Prática terapêutica que consiste em usar produtos derivados de abelhas – como apitoxinas, mel,  pólen,  geleia real, própolis – para promoção da saúde e fins terapêuticos. Ver Apitoxina; Apipuntura; Medicina tradicional chinesa; Naturopatia.

Em espanhol: terapia de las abejas. 

Em inglês: apitherapy; bee venom therapy.

 

 

Apitoxina, fem. Substância produzida por abelhas,  transparente, incolor, amarga, de composição complexa e diversa, contendo aminoácidos, enzimas, substâncias voláteis e água.

Notas: i) A apitoxina apresenta propiedades anti-inflamatorias, analgésicas e imunomoduladoras que fortalecem o sistema imunológico e o sistema nervoso central. ii) Utilizada na apiterapia por meio de aplicação direta do ferrão da abelha ou de modo injetável, na área selecionada.

Em espanhol: apitoxina.

Em inglês: apitoxin; bee venom.

 

Aplicação de ventosas, fem. Ver sin. Ventosaterapia.

 

 

Aplicação externa antroposófica, fem. Uso de substâncias ou de toques na pele – orientado por conhecimentos antroposóficos – que exerce efeito terapêutico, propiciando a absorção de princípios medicamentosos e a cura endógena. (Figura 6).

 

Notas: i) A aplicação externa utiliza substâncias como chás medicinais, emulsões de plantas, pomadas de metais  ou vegetais, óleos essenciais e raízes de plantas. ii) Banho medicinal, cataplasma, compressa, enfaixamento, escalda-pés, fricção e massagem são exemplos de aplicação externa. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: aplicación externa en medicina antroposófíca. 

Em inglês: anthroposophic external application.

 

Argiloterapia, fem. Sin. Fangoterapia. Técnica terapêutica que consiste na aplicação de argila, na forma de compressas, em determinadas regiões do corpo, para que as propriedades homeostáticas dos minerais de sua composição realizem trocas energéticas, iônicas e radiônicas, e harmonizem o organismo. (Figura 7).

 

Notas: i) A argiloterapia é utilizada com fins antissépticos, anti-

-inflamatórios, cicatrizantes, esfoliantes, entre outros. ii) Existem vários tipos de argila, de cores que variam de acordo com sua composição, com poderes curativos e regeneradores diferentes. A argila contém manganês, magnésio, alumínio, ferro, sílica, titânio, cobre, zinco, cálcio, fósforo, potássio, boro, selênio, lítio, níquel, sódio e outros elementos. Ver Crenoterapia; Geoterapia; Medicina termal; Termalismo.

 

Em espanhol: argiloterapia.

Em inglês: clay therapy.

 

Aromacologia, fem. Ciência que estuda a influência dos aromas sobre o bem-estar físico, mental e emocional, e analisa as inter-relações possíveis entre psicologia e tecnologia de fragrâncias naturais ou sintéticas. Ver Aromaterapia; Aromatologia; Essência; Óleo essencial; Planta aromática.

 

Em espanhol: aromacología.

Em inglês: aromachology.

 

Aromaterapia, fem. Prática terapêutica que utiliza as propriedades dos óleos essenciais para recuperar o equilíbrio e a harmonia do organismo visando à promoção da saúde física e mental. (Figura 8). Ver Aromacologia; Aromatologia; Essência; Óleo essencial; Planta aromática.

 

Em espanhol: aromaterapía. 

Em inglês: aromatherapy.

 

Aromatologia, fem. Ciência que estuda o potencial dos óleos essenciais e seus derivados, considerando suas características físico-químicas,

com interesse quanto ao uso terapêutico e às formas de utilização. Ver Aromacologia; Aromaterapia; Essência; Óleo  essencial; Planta aromática.

 

Em espanhol: aromatología.

Em inglês: aromatology.

 

 

Artemisia vulgaris, fem. Planta aromática utilizada em medicina tradicional chinesa – por meio da moxabustão –, homeopatia, aromaterapia e fitoterapia. (Figura 9). Ver Moxa; Moxabustão; Planta aromática; Planta medicinal.

 

Em espanhol: Artemisia vulgaris.

Em inglês: Artemisia vulgaris.

 

Arteterapia, fem. Prática expressiva artística, visual, que atua como elemento terapêutico na análise do consciente e do inconsciente, favorecendo a saúde física e mental do indivíduo. (Figura 10).

 

Notas: i) A arteterapia pode ser explorada com fim em si mesma (foco no processo criativo, no fazer) ou na análise/investigação de sua simbologia (arte como recurso terapêutico). ii) Utiliza instrumentos como pintura, colagem, modelagem, poesia, dança, fotografia, tecelagem, expressão corporal, teatro, sons, músicas ou criação de personagens. iii) A arterapia integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e  Complementares  no  SUS. Ver Cantoterapia; Musicoterapia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas expressivas em saúde; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Terapia artística antroposófica.

 

Em espanhol: arte terapia.

Em inglês: art therapy.

 

Atenção básica à saúde, fem. Conjunto de ações voltadas à promoção, à proteção, à prevenção de agravos, ao diagnóstico, ao tratamento, à reabilitação, à redução de danos e à manutenção da saúde individual e coletiva.

 

Notas: i) A atenção básica à saúde é a principal porta de entrada e  coordenadora  do  cuidado  na  Rede  de  Atenção  à  Saúde.

ii) Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da continuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. iii) Desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária.

iv) Considera a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. v) Busca desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. Ver Política Nacional de Atenção Básica; Sistema Único de Saúde.

 

Em espanhol: atención primaria a la salud.

 

Aushadha sevanakala, masc. Momento e horário adequados para administração dos produtos naturais utilizados no ayurveda. (Figura 11).

Notas: i) Aushadha sevanakala pode ser: com estômago vazio, antes de comer, entre as refeições, após o almoço ou jantar, frequentemente, misturado com o alimento, antes de dormir, entre outros. ii) O conhecimento adequado do Agni (fogo digestivo) e do tempo de administração dos produtos auxilia na alimentação e na interação terapêutica. Ver Ayurveda.

Em espanhol: aushadha sevanakala.

Em inglês: aushadha sevanakala.

 

 

Automassagem, fem. Técnica terapêutica que, mediante a manipulação dos tecidos corporais pelo  próprio indivíduo, com suas mãos, favorece o sistema nervoso e muscular, a circulação geral, bem como o equilíbrio mental, sendo utilizada em caráter complementar a outras terapias. (Figura 12).

Notas: i) A automassagem desperta o indivíduo para a percepção corporal e o autocuidado. ii) Oficina de massagem/automassagem integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 145, de 11 de janeiro de 2017, o rol de procedimentos monitorados pelo Sistema Único de Saúde. Ver Do-in; Massoterapia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Shiatsu; Tui na.

Em espanhol: auto masaje. 

Em inglês: self-massage.

 

Ayurveda, masc. Abordagem terapêutica de origem indiana, segundo a qual o corpo humano é composto por cinco elementos – éter, ar, fogo, água e terra –, os quais compõem o organismo, os estados energéticos e emocionais e, em desequilíbrio, podem induzir o surgimento de doenças.

Notas: i) O ayurveda significa ciência da vida (ayus: vida; veda: ciência ou conhecimento). ii) Afirma que  a  saúde  depende  de uma integração corpo-mente-espírito, meio e sentidos, uma vez que o homem possui um universo interno (microcosmo) inserido e em interação com o macrocosmo. iii) Possui formas específicas de diagnóstico, a partir de suas teorias fundamentais, como a avaliação dos doshas. iv) O ayurveda considera saudável aquele

 

indivíduo que tem os doshas (humores) em equilíbrio, os dhatus (tecidos) com nutrição adequada, os malas (excreções) eliminados adequadamente,  e  apresenta  uma  alegria  e  satisfação  na  mente e no espírito. v) Para o ayurveda, a Organização  Mundial  da Saúde (OMS) estabelece, aos estados-membros, orientações para formação  por  meio  do  Benchmarks  for  Training  in  Ayurveda. vi) O ayurveda integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Doshas; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Racionalidades médicas.

Em espanhol: ayurveda. 

Em inglês: ayurveda; ayurvedic medicine. 

 

Banho terapêutico antroposófico, masc. Técnica de base antroposófica que utiliza o banho como recurso complementar na promoção da saúde.

 

Notas: i) O banho terapêutico pode ocorrer com ou sem uso de calor ou de substâncias, como óleos essenciais, emulsão de plantas e chás. ii) Obedece a  uma  sequência  rítmica,  respeitando-se um período de repouso após o banho. iii) Pode ser de escova, de fricção, de assento, entre outros. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: baño terapéutico antroposófíco. 

Em inglês: anthroposophic therapeutic bath.

 

Bastis externos,  masc.  Aplicações localizadas de  óleos vegetais ou ghee mornos, utilizando invólucros feitos de farinha e água sobre a pele da pessoa. (Figura 13).

 

Notas: i) Os bastis externos podem ser aplicados sobre: a base da coluna e seus pontos reflexos; a cervical; o joelho; o coração; os olhos. ii) No interior do invólucro, também podem ser colocados ingredientes aquosos, mornos, feitos de chá ou decocção de ervas. Ver Ayurveda; Ghee.

 

Em espanhol: bastis externos.

Em inglês: external basti.

 

 Biodança, fem. Prática expressiva corporal que promove vivências integradoras por meio da música, do canto, da dança e de atividades em grupo, visando restabelecer o equilíbrio afetivo e a renovação orgânica, necessários ao desenvolvimento humano. (Figura 14).

 

Notas: i) A biodança integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. ii) Trabalha a coordenação e o equilíbrio físico  e  emocional  por  meio  dos  movimentos da dança. Ver Dança circular; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS;  Práticas  expressivas em saúde; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Saúde integrativa.

 

Em espanhol: biodanza.

Em inglês: biodanza; biodance.

 

 

Bioenergética, fem. Sin. Análise bioenergética. Visão diagnóstica que, aliada a uma compreensão etiológica do sofrimento/adoecimento, adota  a  psicoterapia  corporal  e   os   exercícios   terapêuticos em grupos,  por  exemplo,  os  movimentos  sincronizados  com a respiração.

 

Notas: i) A bioenergética trabalha o conteúdo emocional  por meio  da  verbalização,  da  educação  corporal  e  da  respiração.

ii) Utiliza exercícios direcionados a liberar as tensões do corpo e facilitar a expressão dos sentimentos. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Terapia biográfica.

 

Em espanhol: bioenergetica.

Em inglês: bioenergetics.

 

 

Biografia, fem. Princípio antroposófico segundo o qual o desenvolvimento humano se dá em ciclos, do nascimento até a morte, em três grandes marcos biográficos: de 0 a 21 anos, de 21 a 42 anos e de 42 a 63 anos/final da vida, sendo cada um desses ciclos dividido em três setênios, com características muito definidas.

 

Nota: a biografia defende que no primeiro ciclo ocorre o crescimento e a maturidade fisiológica dos órgãos; no segundo ciclo, a maturidade psíquica; e no terceiro ciclo, o desenvolvimento do espírito. Ver Antroposofia; Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica; Terapia biográfica.

 

Em espanhol: biografia.

 

Em inglês: biography.

 

Biossegurança, fem. Conjunto de ações voltadas para a prevenção e o controle de riscos, bem como a proteção do usuário, do profissional que exerce a prática de cuidados em saúde, do ambiente, e dos estudos científicos, favorecendo a eficácia e a efetividade de produtos, procedimentos em saúde e atividades relacionadas.

Notas: i) A prática das medicinas tradicionais e complementares deve observar as normas  de  biossegurança.  ii)  As  estratégias de atuação,  avaliação  e  acompanhamento  das  ações  ligadas à biossegurança, no âmbito do  Ministério  da  Saúde  (MS), são  tratadas  pela  Comissão  de  Biossegurança   em   Saúde. Ver Boas Práticas de Fabricação de Produtos Tradicionais Fitoterápicos; Segurança.

Em espanhol: bioseguridad.

Em inglês: biosafety.

 

Bioterápico, masc. Preparação medicamentosa de uso homeopático proveniente de produtos biológicos quimicamente indefinidos – como secreções, excreções, tecidos e órgãos, patológicos ou não, produtos de origem microbiana, alérgenos.

 

Notas: i) Os bioterápicos podem ser classificados como de estoque ou isoterápicos. ii) Os bioterápicos de estoque são preparados e fornecidos por laboratórios industriais especializados. iii) Os isoterápicos, por sua vez, dividem-se em autoisoterápicos (obtidos do próprio paciente e só a ele destinado) e heteroisoterápicos (obtidos de material externo ao paciente e que o sensibilize). Ver Homeopatia; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: bioterápico. 

Em inglês: biotherapeutic.

 

 Práticas de fabricação de produtos tradicionais fitoterápicos, fem. pl. Norma estabelecida pelo órgão de Vigilância Sanitária visando assegurar que a produção e o controle dos produtos tradicionais fitoterápicos ocorram dentro de padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido pela notificação ou registro.

 

Nota: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece a norma nacional, a qual pode ser complementada pelos órgãos locais, conforme as necessidades regionais. Ver Produto Tradicional Fitoterápico.

Em espanhol: buenas prácticas de manipulación para productos tradicionales fitoterapéuticos; buenas prácticas de manufactura para productos de herbolaria.

Em  inglês:  good  manufacturing   practices   of   traditional herbal products; good manufacturing practices of the natural health products

 

Boas práticas de manipulação de fitoterápicos, fem. pl. Norma estabelecida pelo órgão de vigilância sanitária visando assegurar que os produtos fitoterápicos sejam consistentemente manipulados e controlados dentro de padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido na prescrição. Ver Fitoterápico manipulado; Medicamento fitoterápico.

Em espanhol: buenas prácticas de manipulación para productos fitoterapéuticos.

Em inglês: good manufacturing practices for herbal medicines.

 

  Cadeia produtiva de fitoterápicos, fem. Sequência de atividades necessárias para disponibilizar um produto fitoterápico, podendo incluir as etapas de plantio, cultivo, coleta, secagem, armazenamento, manipulação ou fabricação e dispensação. Ver Farmácia Viva; Medicamento fitoterápico.

 

Em espanhol: cadena productiva de fitoterápicos. 

Em inglês: herbal medicines productive chain; production chain of herbal medicines.

 

Cantoterapia, fem. Prática expressiva que utiliza a atividade artística do canto, por meio de exercícios musicais, para atuar sobre o chi, corpo  e  a  emoção,  estimulando  e  propiciando  uma  forma  de autoconhecimento e fortalecimento do eu.

 

Nota: auxilia a destravar emoções reprimidas, trabalhando numa perspectiva de melhorar os  aspectos  psicológicos  e  corporais do indivíduo. Ver Arteterapia; Musicoterapia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas expressivas em saúde; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: cantoterapia.

Em inglês: singing therapy.

 

Cera de abelhas, fem. Substância oleosa produzida por abelhas, composta por ácidos graxos (cerótico e palmítico), ésteres alcoólicos e outras apissecreções, empregada em forma de pomada como terapia complementar no tratamento de abscessos, queimaduras, escaras, entre outros usos. Ver Apiterapia; Naturologia; Recursos terapêuticos.

 

Em espanhol: cera de abejas. 

Em inglês: beeswax.

 

Chá medicinal, masc. Preparado a partir de plantas medicinais – por infusão, decocção ou maceração em água    e  utilizado  para fins terapêuticos. Ver Decocção; Infusão; Maceração com água; Medicamento fitoterápico; Planta medicinal; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: té de hierbas.

Em inglês: herbal tea.

 

Chi gong, masc. Prática corporal da medicina tradicional chinesa que consiste em uma série de movimentos corporais harmônicos, aliados à respiração, com foco em determinada parte do corpo, para desenvolvimento da energia vital (Qi) e ampliação da percepção corporal e do autoconhecimento.

 

Nota: o chi gong pode ser executado coletivamente. Ver Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas corporais da medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: Qi gong; Chi kun.

Em inglês: Chi gong.

 

Chi, masc. Ver Sin. Qi.

 

Cinco elementos, masc. Ver sin. Teoria dos cinco elementos.

 

 CIPPSPIC, fem. Comissão de Promoção, Proteção e Práticas Integrativas e Complementares.

Comissão de Promoção, Proteção e Práticas Integrativas e Complementares, fem. Sin. CIPPSPICS. Comissão do Conselho Nacional de Saúde constituída para sistematizar o assessoramento e a qualificação quanto à promoção, à proteção e às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Nota: a CIPPSPICS busca tornar disponíveis opções preventivas e terapêuticas aos usuários do SUS, garantindo bom desempenho na formulação e na proposição de estratégias, com vistas a aumentar o acesso ao cuidado na Rede de Atenção à Saúde. Ver Conselho Nacional de Saúde; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Sistema Único de Saúde.

 

Em espanhol: Comisión de Promoción, Protección y Prácticas Integrativas y Complementarias en Salud. 

Em inglês: Commission for Promotion, Protection and Integrative and Complementary Health Practices.

 

Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, masc.

Grupo de caráter consultivo e deliberativo, coordenado pelo Ministério da Saúde e composto por representantes do governo e da sociedade civil, com a atribuição de monitorar e avaliar o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: Comité Nacional para las Plantas Medicinales y Fitoterapéuticos. 

Em inglês: National Committee for Medicinal Plants and Herbal Medicines.

 

 

Comunidade local, fem. Grupo organizado de pessoas, com condições culturais e costumes próprios distintos, que conserva suas instituições sociais e econômicas.

 

Nota: a comunidade local pode ser, ou não, uma comunidade tradicional. Ver Conhecimento tradicional associado; Educação popular em saúde.

 

Em espanhol: comunidad local. 

Em inglês: local community.

 

Conferência Nacional de Saúde, fem. Instância colegiada do Sistema Único de Saúde responsável por avaliar a situação da saúde e propor diretrizes para a formulação de políticas, nas esferas correspondentes.

 

Nota: i) A Conferência Nacional de Saúde reúne-se a cada quatro anos com representação dos vários segmentos sociais, convocada pelo Poder Executivo ou pelo Conselho de Saúde. ii) O processo de incorporação da PNPIC ao SUS é legitimado pelas deliberações das Conferências Nacionais de Saúde. Ver Conselho de Saúde; Sistema Único de Saúde.

 

Em espanhol: Conferencia Nacional de Salud.

Em inglês: National Health Conference.

 

Conselho de Saúde, masc. Instância do Sistema Único de Saúde, de caráter permanente e deliberativo.

 

Notas: i) O Conselho de Saúde é composto por representantes de  entidades  e  movimentos  representativos  de  usuários,  de trabalhadores da área da  Saúde,  do  governo  e  de  prestadores de serviços de saúde. ii) Competências do Conselho: aprovar o orçamento da Saúde, acompanhar a sua execução orçamentária, aprovar o Plano de Saúde correspondente a cada esfera, entre outras. iii) Passa pelos Conselhos de Saúde a apresentação de novas propostas de implantação e implementação de serviços que ofereçam práticas integrativas e complementares  à  população. Ver Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção e Práticas Integrativas e Complementares; Conferência de Saúde; Sistema Único de Saúde.

 

Em espanhol: Consejo de Salud. 

Em inglês: Health Council.

 

 

Constelação familiar, fem. Método psicoterapêutico de abordagem sistêmica, energética e fenomenológica, que busca reconhecer a origem dos problemas e/ou alterações trazidas pelo usuário, bem como o que está encoberto nas relações familiares para, por meio do conhecimento das forças que atuam no inconsciente familiar e das leis do relacionamento humano, encontrar a ordem, o pertencimento e o equilíbrio, criando condições para que a pessoa reoriente o seu movimento em direção à cura e ao crescimento. (Figura 15).

Notas: i) A constelação familiar foi desenvolvida nos anos 80 pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que defende a existência de um inconsciente familiar – além do inconsciente individual e do inconsciente coletivo – atuando em cada membro de uma família.

ii) Denomina “ordens do amor” às leis básicas do relacionamento humano – a do pertencimento ou vínculo, a da ordem de chegada ou hierarquia, e a do equilíbrio – que atuam ao mesmo tempo, onde houver pessoas convivendo. iii) Segundo Hellinger, as ações realizadas em consonância com essas leis favorecem que a vida flua de modo equilibrado e harmônico; quando transgredidas, ocasionam perda da saúde, da vitalidade, da realização, dos bons relacionamentos, com decorrente fracasso nos objetivos de vida.

iv) A constelação familiar é uma terapia breve que pode ser feita em grupo, durante workshops, ou em atendimentos individuais, abordando um tema a cada encontro.

 

Em espanhol: constelación familiar 

Em inglês: family constellation.

 

Craniopuntura, fem. Sin. Acupuntura craniana. Técnica terapêutica combinada de  diagnóstico  (palpação  do  abdome  e  pescoço) e tratamento por meio da inserção de agulhas em pontos neurorreativos localizados na face e no couro cabeludo. (Figura 16).

Notas: i) A craniopuntura chinesa, em relação à localização e à distribuição dos pontos de  aplicação,  difere  da  craniopuntura de Yamamoto (japonesa): enquanto a primeira segue os giros e sulcos cerebrais para tratamento das áreas correspondentes, a segunda segue a linha de inserção dos cabelos e têmporas, que pode ser classificada como uma representação somática do corpo.

 

Para estímulo dos pontos neurorreativos, também pode ser utilizada a energia luminosa (fótons), como na cromopuntura. Ver Acupuntura; Cromopuntura; Medicina tradicional chinesa; Microssistemas da MTC; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Em espanhol: cráneopuntura.

Em inglês: scalp acupuncture.

 

Crenologia, fem. Ciência que estuda as propriedades medicinais das substâncias físico-químicas das águas minerais e sua utilização terapêutica. Ver Águas minerais; Análise físico-química das águas minerais; Crenoterapia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Termalismo social.

Em espanhol: crenología.

Em inglês: crenology.

 

Crenoterapia, fem. Prática terapêutica que utiliza águas minerais com propriedades medicinais, de modo preventivo ou curativo, em complemento a outros tratamentos de saúde. Ver Águas minerais; Crenologia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Termalismo social.

Em espanhol: crenoterapia. 

Em inglês: crenotherapy.

 

 

Cromopuntura, fem. Técnica terapêutica que combina a cromoterapia com a acupuntura estimulando os pontos neurorreativos por meio da energia luminosa (fótons).

 

Notas: i) A cromopuntura é opção para tratamento de crianças, idosos ou pessoas com fobia de agulhas. ii) Usa as sete cores principais

– as mesmas do arco-íris –, que são divididas em cores primárias (vermelho, amarelo e azul), secundárias (laranja, verde, índigo e violeta), e suas combinações. Ver Acupuntura; Cromoterapia.

 

Em espanhol: cromopuntura.

Em inglês: chromopuncture.

 

 

Cromoterapia, fem. Prática terapêutica que utiliza as cores do espectro solar – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta – para restaurar o equilíbrio físico e energético do corpo. (Figura 17).

 

Notas: i) Na cromoterapia, as cores são classificadas em quentes (luminosas, com vibrações que causam sensações mais físicas e estimulantes – vermelho, laranja e amarelo) e frias (mais escuras, com vibrações mais sutis e calmantes – verde, azul, anil e violeta).

    • A cor violeta é a de vibração mais alta no espectro de luz, com sua frequência atingindo as camadas mais sutis e elevadas do ser (campo astral). Ver Aromaterapia; Cromopuntura; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: cromoterapia.

Em inglês: chromotherapy.

 

Cuidado em saúde, masc. Ação integral que busca compreender a saúde em sua plenitude e ofertar práticas terapêuticas de acordo com a singularidade de cada indivíduo.

 

Nota: definido em conjunto com o usuário e respeitando suas preferências, possibilita o acesso às diferentes práticas ofertadas nos serviços de saúde ou fora deles. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: cuidados en salud.

Em inglês: health care.

 

  

 Dança circular, fem. Prática expressiva corporal que utiliza a dança de roda, o canto e o ritmo para promover a integração humana, o auxílio mútuo e a igualdade visando ao bem-estar físico, mental, emocional e social. (Figura 18).

 

Notas: i) A dança circular é uma prática ancestral e profunda, geralmente realizada em grupos, acompanhada de cantos e movimentos de mãos e braços. ii) Inspirada em culturas tradicionais de várias partes do mundo, foram coletadas e sistematizadas inicialmente pelo bailarino polonês/alemão Bernard Wosien (1976), ressignificadas com o acréscimo de novas coreografias e ritmos. iii) A dança circular integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Biodança; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Saúde integrativa.

 

Em espanhol: danza circular.

Em inglês: circular dance.

 

Decocção, fem. Método utilizado para extração dos princípios ativos vegetais, realizado por meio de ebulição em água potável, por tempo determinado.

 

Nota: indicada para as partes rígidas de vegetais – cascas, raízes, rizomas, caules, sementes e folhas coriáceas – ou que contenham substâncias de baixa solubilidade em água. Ver Chá medicinal; Infusão; Maceração com água; Medicamento fitoterápico; Percolação; Planta medicinal; Trituração.

 

Em espanhol: decocción.

Em inglês: decoction.

 

Decreto Presidencial nº 5.813,  masc.  Norma  federal,  editada  em 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e institui grupo de trabalho para elaborar o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Notas: i) O Decreto Presidencial nº 5.813 estabelece diretrizes e ações para a cadeia produtiva de plantas medicinais e de fitoterápicos. ii) A partir de 28 de setembro de 2017, passa a constar na Portaria de Consolidação nº 2 – da consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde – em seu capítulo I, seção I, art. 2º, inciso VI, na forma do anexo IV. Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Portaria Consolidada nº 2/2017; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: Decreto Presidencial nº 5.813/2006. 

Em inglês: Presidential Act nº 5.813/2006; Presidential Decree nº  5.813/2006.

 

 

Derivado vegetal, masc. Produto obtido de planta medicinal in natura ou de droga vegetal, que contém substâncias responsáveis por ação terapêutica e pode ser apresentado na forma de alcoolatura, cera, exsudato, extrato, óleo fixo, óleo volátil, tintura e outras. Ver Fitoterapia; Medicamento fitoterápico.

 

Em espanhol: derivado vegetal.

Em inglês: plant-derived.

 

Diagnóstico ampliado, masc. Avaliação que inclui, além do quadro clínico tradicional – sintomas, anamnese, exame físico, exames laboratoriais ou de imagem –, o diagnóstico da vitalidade do paciente, seu desenvolvimento psíquico, emocional, social e como tem sido sua história de vida ao longo dos anos, permitindo um conhecimento mais profundo e individualizado.  Ver Holístico; Medicina integrativa; Princípio vitalista; Saúde integrativa.

 

Em espanhol: diagnóstico ampliado; diagnóstico más amplio.

Em inglês: broader diagnosis.

 

Dietoterapia, fem. Técnica terapêutica que utiliza os alimentos e a dieta na promoção e na recuperação da saúde e na melhoria da qualidade de vida.

 

Nota: é adotada complementarmente com diversas racionalidades em saúde, como naturopatia, homeopatia, ayurveda, medicina tradicional chinesa, entre outras. Ver Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: dieto terapia.

Em inglês: diet therapy.

 

Dietoterapia chinesa, fem. Técnica terapêutica da medicina tradicional chinesa que utiliza os alimentos de acordo com a constituição física do paciente, seu estado de saúde e padrão energético, combinados com outros fatores externos – como o clima e as estações do ano –, objetivando proporcionar equilíbrio, harmonia e saúde integral. Ver Dietoterapia; Medicina tradicional chinesa; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: dieto terapia china.

Em inglês: chinese dietary therapy.

 

Dinamização, fem. Método de  diluição,  trituração  e/ou  agitação de um fármaco com a finalidade de incrementar seu poder medicamentoso, mesmo utilizando-se de quantidades bastante reduzidas de insumo ativo. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Homeopatia; Medicamento antroposófico; Medicamento dinamizado; Medicamento homeopático; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: dinamización.

Em inglês: dynamization.

 

Doença, fem. Estado de desequilíbrio do indivíduo em que há uma ruptura da harmonia entre as dimensões física, energética, psicológica, espiritual, social e cultural.

 

Nota: para a medicina tradicional chinesa, o estado de adoecimento tem como causas primárias os desequilíbrios do yin e yang, que se iniciam no órgão energético, acometendo em seguida o órgão físico; por isso, é possível intervir de forma preventiva, tratando o órgão energético antes que o órgão físico seja atingido pela doença. Ver Medicina tradicional chinesa; Saúde integrativa; Teoria do yin-yang; Yin-yang.

 

Em espanhol: enfermedad.

Em inglês: disease.

 

Do-in, masc. Técnica terapêutica de automassagem de origem chinesa que utiliza acupressão nos pontos dos meridianos energéticos do corpo humano, com caráter preventivo e curativo. (Figura 19).

 

Notas: i) O do-in usa os mesmos pontos de acupuntura para prevenir e tratar distúrbios e enfermidades no corpo, por meio da restauração do fluxo da energia Qi, onde esta tenha sofrido bloqueios ou desequilíbrio, conforme os conceitos da medicina tradicional chinesa (MTC). ii) A massagem consiste, basicamente, no emprego de dois tipos de toque sobre um ponto: sedação, em que se faz pressão contínua; e estimulação, em que se aplica pressão intermitente. iii) Pode ser utilizado como técnica regular, diária ou, ainda, como primeiros socorros para alguns males, sendo complementar a outros tratamentos. Ver Acupuntura; Acupressão; Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Pontos de acupuntura; Qi.

Em espanhol: do-in.

Em inglês: do-in therapy; acupressure; finger pressure.

 

Doshas, masc. pl. Princípios funcionais e materiais reconhecidos no ayurveda como responsáveis por todos os processos do complexo mente-corpo.

Notas: i) Os doshas conhecidos são três: vata, pitta e kapha.

      • Além de representarem as principais forças orgânicas, servem para diferenciar a constituição ou o tipo psicológico de cada pessoa.
      • O equilíbrio dos doshas leva a um estado de saúde, equanto os desequilíbrios levam ao aparecimento e ao desenvolvimento de doenças. Ver Ayurveda; Kapha; Panchama-habhutas; Pitta; Vata.

Em espanhol: doshas

Em inglês: doshas.

 

Educação em saúde, fem. Conjunto de práticas que envolve processos educativos, trabalho social, aumentando a autonomia das pessoas no cuidado e no debate com os profissionais e gestores da saúde.

 

Nota: potencializa o exercício do controle social sobre as políticas e os serviços de saúde, contribuindo para a qualificação do cuidado. Ver Educação popular em saúde.

 

Em espanhol: educación en salud.

Em inglês: health education.

 

Educação popular em saúde, fem. Conjunto de práticas que envolve processos educativos voltados à promoção da autonomia das pessoas no seu cuidado; à horizontalidade entre os saberes populares e técnico-científicos; à formação da consciência crítica; à cidadania participativa; ao respeito às diversas formas de vida; à superação das desigualdades sociais e de todas as formas de discriminação, violência e opressão. (Figura 21).

 

Notas: i) A educação popular em saúde tem apráxis no sentido da ação-reflexão-ação. ii) Estratégia singular para os processos que buscam o cuidado, a formação, a produção de conhecimentos, a intersetorialidade e a democratização do SUS. Ver Educação em saúde.

 

Em espanhol: educación popular en salud.

Em inglês: popular health education.

 

 Eletroacupuntura, fem. Sin. Eletroestimulação com agulha de acupuntura. Técnica terapêutica que consiste na aplicação de agulhas conectadas a eletrodos, transmitindo estímulos elétricos de baixa frequência nos pontos de acupuntura. (Figura 22).

 

Notas: i) A eletroacupuntura tanto pode ser utilizada para tratamento como em acupuntura aplicada à estética. ii) Para tratamento de doenças, é um dos procedimentos da medicina tradicional chinesa oferecido e financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ver Eletroestimulação; Eletroestimulação transcutânea em pontos de acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: electro acupuntura.

Em inglês: electroacupuncture.

 

Eletroestimulação, fem. Estímulos elétricos com formatos de onda específicos, de frequência variável de 1 Hz a 1.000 Hz, de baixa voltagem e baixa amperagem, produzidos por aparelho próprio, que, na medicina tradicional chinesa, são aplicados nas zonas neurorreativas de acupuntura. Ver Acupuntura; Eletroacupuntura; Eletroestimulação transcutânea em zona neurorreativa de acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: electro estimulación 

Em inglês: electrostimulation. 

 

Eletroestimulação transcutânea  em  pontos  de  acupuntura, fem. Técnica terapêutica que consiste na aplicação de estímulos elétricos diretamente sobre a pele sobreposta à região do ponto de acupuntura.

 

Nota: procedimento oferecido e financiado pelo Sistema Único de Saúde. Ver Acupuntura; Eletroacupuntura; Eletroestimulação; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

Em espanhol: electro estimulación transcutánea en puntos de acupuntura.

Em inglês: transcutaneous electrostimulation in acupuncture points.

 

Erva aromática, fem. Ver sin. Planta aromática.

 

Essência, fem. Substância aromática, volátil, industrializada e sem propriedades farmacológicas e terapêuticas. Ver Aromacologia; Aromaterapia; Aromatologia; Óleo essencial; Planta aromática.

Em espanhol: esencia. 

Em inglês: essence.

 

Etnofarmacologia, fem. Ciência multidisciplinar que estuda o conhecimento de povos e comunidades tradicionais acerca do uso de espécies vegetais com fins terapêuticos.

Nota: para traduzir em conhecimento científico esses saberes tradicionais, a etnofarmacologia utiliza como base as ciências humanas e biológicas. Ver Farmacologia; Povos e comunidades tradicionais.

Em espanhol: etnofarmacología.

Em inglês: ethnopharmacology.

 

Euritmia terapêutica, fem. Prática corporal de base  antroposófica, com movimentos associados a fonemas – representam sons primordiais – que induzem  efeitos  anabolizantes,  relaxantes ou desintoxicantes.

  

Nota: tem função harmonizadora e não apresenta contraindicação ou efeito colateral. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: euritmia curativa.

Em inglês: eurythmytherapy.

 

Exsicata, fem. Fragmento ou exemplar vegetal, dessecado, prensado, fixado em mostruário, etiquetado ou rotulado com informações sobre a coleta (nome da planta, data e local da coleta etc.). (Figura 23).

 

Nota: geralmente acondicionada em balão herbário.

 

Em espanhol: exsicata.

 

Em inglês: voucher specimen. 

Fangoterapia, fem. Ver sin. Argiloterapia.

 

Farmácia de manipulação, fem. Espaço físico onde são preparadas fórmulas magistrais  e  oficinais,  alopáticas  ou  homeopáticas, a partir da prescrição, a um paciente individualizado, por um profissional habilitado.

 

Notas: i) A farmácia de manipulação pode oferecer produtos personalizados, seja na dosagem, seja na validade da fórmula, facilitando frente às condições diversificadas do usuário (idosos, crianças, portadores de necessidades especiais, entre outros). ii) As fórmulas manipuladas sempre são acompanhadas de informações detalhadas sobre a composição, a forma farmacêutica, a posologia, o modo de usar e a validade. Ver Farmácia de manipulação de fitoterápicos; Farmácia pública de manipulação; Farmácia Viva.

 

Em espanhol: farmacia de manipulación; oficina de formulación.

Em inglês: manipulation pharmacy; compounding pharmacy.

 

Farmácia de manipulação de fitoterápicos, fem. Sin. Farmácia magistral. Espaço físico adequado e equipado para realizar a rasura e a moagem de plantas medicinais, bem como manipular e produzir medicamentos fitoterápicos magistrais e oficinais.

Nota: pode estar acoplada, ou não, aos canteiros de plantas medicinais. Ver Farmácia de manipulação; Farmácia Viva; Medicamento fitoterápico.

Em espanhol: farmacia de manipulación de fitoterápicos; farmacia de manipulación de hierbas.

Em inglês: herbal medicine compounding pharmacy.

 

Farmácia magistral, fem. Ver sin. Farmácia de manipulação de fitoterápico.

 

Farmácia pública de manipulação, fem. Espaço físico de produção oficinal de medicamentos essenciais constantes na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), para uso ambulatorial, com objetivo de suprir exclusivamente os serviços públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Nota: pode utilizar tanto técnicas clássicas de manipulação quanto algumas técnicas e equipamentos da indústria de medicamentos. Ver Farmácia de manipulação de fitoterápicos; Farmácia de manipulação.

Em espanhol: farmacia pública de manipulación; oficina pública de formulación.

Em inglês: public compounding phamacy.

 

Farmácia Viva, fem. Modelo de assistência social farmacêutica que compreende o cultivo, a coleta, o processamento e o armazenamento de plantas medicinais nativas ou aclimatadas, bem como a manipulação e a dispensação de preparações magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos. (Figuras 61 a 66).

 

Notas: i) A Farmácia Viva foi instituída no SUS pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 886, de 20 de abril de 2010.

ii) Compreende os hortos comunitários e hortos oficiais de espécies medicinais. Ver Cadeia produtiva de fitoterápicos; Horto comunitário; Horto de plantas medicinais; Horto oficial de espécies medicinais.

Em espanhol: Proyecto “Farmácia Viva”.

Em inglês: “Farmácia Viva” Project.

 

Fármaco, masc. Ver sin. Insumo ativo.

 

Farmacoepidemiologia, fem. Estudo do uso  dos  medicamentos em populações humanas, por meio da aplicação dos métodos e da análise epidemiológica dos efeitos benéficos e adversos decorrentes.

Nota: permite melhor compreensão da relação risco-benefício para o uso de drogas medicamentosas em qualquer pessoa. Ver Farmacologia; Farmacovigilância.

Em espanhol: farmacoepidemiología.

Em inglês: pharmacoepidemiology.

 

Farmacologia, fem. Ciência que estuda as interações que ocorrem entre as substâncias químicas e os sistemas biológicos.

Nota: orienta a elaboração de medicamentos e produtos fitoterápicos, homeopáticos e antroposóficos.  Ver  Insumo ativo; Medicamento.

Em espanhol: farmacología.

Em inglês: pharmacology.

 

Farmacopeia, fem. Conjunto de informações farmacêuticas no qual se estabelecem a identificação, os padrões de qualidade e os métodos de análise dos fármacos em uso.

Nota: pode ser estabelecida  pelo  país  ou  ser  oficialmente adotada a partir de um código já existente. Ver Farmacopeia Brasileira; Farmacopeia Homeopática Brasileira; Farmacotécnica Homeopática Brasileira.

Em espanhol: farmacopea.

Em inglês: pharmacopoeia.

 

Farmacopeia Brasileira, fem. Conjunto de informações farmacêuticas que orienta, no País, a produção de medicamentos e a regulamentação de setores farmacêuticos envolvidos na produção e no controle de fármacos, insumos e especialidades farmacêuticas. Ver Farmacopeia; Farmacotécnica Homeopática Brasileira.

 

Em espanhol: Farmacopea Brasileña.

Em inglês: Brazilian Pharmacopoeia.

 

Farmacopeia Homeopática Brasileira, fem. Conjunto de informações que orienta a produção de medicamentos homeopáticos no Brasil.

 

Nota: a publicação com a 3ª edição da Farmacopeia Homeopática Brasileira pode ser acessada no portal da Anvisa. Ver Farmacopeia; Farmacopeia Brasileira; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: Farmacopea Homeopática Brasileña.

Em inglês: Brazilian Homoeopathic Pharmacopoeia. 

 

Farmacotécnica Homeopática Brasileira, fem. Manual de orientações gerais para fabricação de medicamentos homeopáticos, que aborda maquinários, técnicas e escalas de diluição, bem como a legislação correspondente. 

 

Nota: atua em conformidade com a Farmacopeia Homeopática Brasileira. Ver Farmacopeia Homeopática Brasileira; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: Farmacotécnica Homeopática Brasileña. 

Em inglês: Brazilian Homoeopathic Pharmacotechnics.

 

Fitoacupuntura, fem. Técnica terapêutica  que  consiste  no  uso de sementes, em lugar de agulhas, para estimular os pontos de acupuntura.

 

Nota: boa opção terapêutica para aplicação em crianças. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

Em espanhol: fitoacupuntura. 

Em inglês: phytoacupuncture.

 

Fitocomplexo, masc. Conjunto de substâncias ativas – composição bioquímica e concentração de componentes variados – presentes na planta medicinal, que pode desencadear no organismo inúmeras reações biológicas distintas, podendo ter ação terapêutica ou tóxica. Ver Fitoquímico; Medicamento fitoterápico; Planta medicinal.

Em espanhol: fitocomplejo.

Em inglês: phytocomplex.

 

Fitoenergética, fem. Técnica terapêutica de promoção da saúde que considera, como princípio básico, o potencial energético das plantas para alcançar a restauração do equilíbrio, o controle das emoções e dos pensamentos, bem como a elevação da consciência, atuando, assim, de modo positivo no campo vibracional de cada ser vivo e agindo nas causas geradoras de doenças.

Notas: i) A fitoenergética foi desenvolvida a partir de pesquisas com bioeletrografia (fotografia do campo energético, também conhecida como foto Kirlian), técnica que permite analisar o padrão energético do indivíduo. ii) A forma de utilização das plantas compreende a preparação de chás ou sucos, o uso como temperos e como sachês, entre outras aplicações. Ver Óleos essenciais; Terapia de florais.

Em espanhol: fitoenergía. 

Em inglês: phytoenergetics.

 

Fitomedicamento, masc. Ver Sin. Medicamento fitoterápico.

 

Fitoquímico, masc. Substância antioxidante encontrada nos vegetais que confere cor aos alimentos e ajuda a prevenir e a tratar doenças.

Nota: como exemplo, tem-se: os fitoquímicos de cor laranja e amarela (mamão e cenoura) são ricos em betacaroteno, que fortalece o sistema imunológico; os de cor vermelha (tomate e melancia)  contêm  licopeno,  que  previne  doenças  do  coração e diversos tipos de câncer;  os de  cor verde (brócolis e kiwi) apresentam luteína, zeaxantina e clorofila, que protegem os olhos, desintoxicam o corpo, regulam a pressão e reforçam os sistemas imunológico e circulatório; os de cor azul e roxa (berinjela e uva rosada) contêm a antocianina, que previne contra doenças cardiovasculares, reduz o colesterol e previne contra o câncer; os de cor branca (cebola e alho) apresentam alicina, que combate infecções e contribui para a redução do colesterol, triglicérides e pressão sanguínea. Ver Dietoterapia chinesa; Fitoterapia.

Em espanhol: fitoquímico.

Em inglês: phytochemical.

 

Fitoterapia, fem. Estudo das plantas medicinais e suas aplicações na promoção, na proteção e na recuperação da saúde.

Notas: i) A fitoterapia, como terapêutica, caracteriza-se pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. ii) Foi  institucionalizada  no  Sistema  Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Ver Medicamento fitoterápico; Planta medicinal; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

Em espanhol: fitoterapia; herbolaria.

Em inglês: herbal medicine; phytotherapy.

 

Fitoterápico, masc. Ver sin. Medicamento fitoterápico.

 

Fitoterápico industrializado, masc. Ver sin. Medicamento fitoterápico industrializado.

Fitoterápico manipulado, masc. Medicamento fitoterápico preparado em farmácias de manipulação autorizadas pela vigilância sanitária. Ver Farmácia de manipulação de fitoterápicos; Medicamento fitoterápico; Medicamento fitoterápico industrializado.

Em espanhol: fitoterapico formulado; formulación magistral fitoterapica.

Em inglês: manipulated herbal medicine.

 

 Forma farmacêutica, fem. Estado final de apresentação dos princípios ativos farmacêuticos após manipulação e/ou manufatura, com ou sem adição de insumos inertes.

 

Nota:  pode  ser  de  uso  interno  ou  externo,  apresentada como líquida (linimentos, preparações nasais, oftálmicas, otológicas), semissólida (cremes, géis,  géis-creme,  pomadas) ou sólida (comprimido, glóbulo, pó, tablete, supositório, óvulo). Ver Farmacopeia.

 

Em espanhol: forma farmacéutica. 

Em inglês: pharmaceutical form.

 

 

Geleia real, fem. Substância leitosa, espessa e com sabor ácido, produzida por abelhas originalmente para a alimentação das larvas e da rainha da colmeia, de composição complexa com alta concentração de aminoácidos, vitaminas, ácidos orgânicos essenciais, compostos proteicos ativos, hormônios.

 

Nota: pelas propriedades físico-químicas decorrentes de sua composição, pode ser utilizado como recurso terapêutico de promoção da saúde por meio da revitalização orgânica. Ver Apiterapia; Ghee; Pólen; Recursos terapêuticos.

 

Em espanhol: jalea real.

Em inglês: royal jelly.

 

Geoterapia, fem. Prática terapêutica natural que consiste na utilização de argila, barro e lamas medicinais, assim como pedras e cristais (frutos da terra), com objetivo de amenizar e cuidar de desequilíbrios físicos e emocionais por meio dos diferentes tipos de energia e propriedades químicas desses elementos. (Figura 24).

 

Notas: i) A geoterapia, por meio de pedras e cristais como ferramentas de equilíbrio dos centros energéticos e meridianos do corpo, facilita o contato com o Eu Interior e trabalha terapeuticamente as zonas reflexológicas, amenizando e cuidando de desequilíbrios físicos e emocionais. ii) A energia dos raios solares ativa os cristais e os elementos, desencadeando um processo dinâmico e vitalizador capaz de beneficiar o corpo humano. Ver Argiloterapia; Crenoterapia; Medicina termal; Termalismo.

 

Em espanhol: geo terapia. 

Em inglês: geotherapy; geothermal therapy.

 

Ghee, masc. Manteiga de leite clarificada ou purificada, feita com leite de vaca ou búfala, utilizada no ayurveda. (Figura 25).

 

Nota: é considerado um alimento que promove longevidade e rejuvenescimento. Ver Anupana; Ayurveda.

 

Em espanhol: ghee. 

Em inglês: ghee.

 

 Hahnemann, Samuel,  masc.  Médico   alemão   que   estabeleceu os princípios da homeopatia, no final do século XVIII. Ver Experimentação no homem sadio; Homeopatia; Lei dos Semelhantes; Princípio vitalista.

 

Em espanhol: Hahnemann, Samuel. 

Em inglês: Hahnemann, Samuel.

 

Hipnoterapia, masc. Conjunto de técnicas que, por meio de intenso relaxamento, concentração e/ou foco, induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado que permita alterar uma ampla gama de condições ou comportamentos indesejados, como medos, fobias, insônia, depressão, angústia, estresse, dores crônicas.

 

Nota: pode favorecer o autoconhecimento e, em  combinação com outras formas de terapia, auxilia na condução de uma série de problemas. Ver Constelação familiar; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Vitalismo.

 

Em espanhol: hipnoterapia.

Em inglês: hypnotherapy.

 

Holístico, masc. Abordagem que considera a relação entre os sintomas no organismo, o ambiente e os hábitos de vida, os aspectos físicos, energéticos e emocionais, em busca de um entendimento do ser em sua totalidade.

 

Nota: é um dos principais fundamentos aplicado no âmbito das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Vitalismo.

 

Em espanhol: holístico.

 

Em inglês: holistic.

 

 

Homeopatia, fem. Abordagem terapêutica de caráter holístico e vitalista que vê a pessoa como um todo, não em partes, e cujo método terapêutico envolve três princípios fundamentais: a Lei dos Semelhantes; a experimentação no homem sadio; e o uso da ultradiluição de medicamentos. (Figura 26).

 

Notas: i) A homeopatia foi institucionalizada no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2006, por meio da Política Nacional de Práticas   Integrativas   e   Complementares   no   SUS   (PNPIC).

 

Os medicamentos homeopáticos da farmacopeia homeopática brasileira estão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Ver Experimentação no homem sadio; Lei dos Semelhantes; Princípio vitalista.

 

Em espanhol: homeopatía.

Em inglês: homeopathy.

 

Horta de plantas medicinais, fem. Ver sin. Horto de plantas medicinais.

 

Horto comunitário, masc. Área física com estrutura para a prática do cultivo de plantas destinadas ao uso da população e para ações de educação popular e educação permanente. (Figura 27). Ver Horto de plantas medicinais.

 

Em espanhol: huerto comunitario. 

Em inglês: horticulture community.

 

 

Horto de plantas medicinais, masc. Sin. Horta de plantas medicinais.

Área física com estrutura para a prática de cultivo de espécimes vegetais com finalidade terapêutica. (Figura 28).

 

Notas: i) O horto de plantas medicinais é importante fonte de matéria-prima para processamento e prescrição/dispensação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para uso dos profissionais de saúde e da população, assim como fonte de mudas para plantio nos jardins e quintais da comunidade. ii) É, também, local de ações de educação popular e educação permanente para profissionais de saúde e população, onde podem ocorrer oficinas com orientações sobre uso racional de plantas medicinais, aulas práticas e outras ações de promoção da saúde. Ver Horto comunitário; Horto oficial de espécies medicinais.

 

Em espanhol: huerto de plantas medicinales; biohuerto; herbolario. 

Em inglês: herbal medicine horticulture.

 

Horto matriz, masc. Ver sin. Horto oficial de espécies medicinais.

 

Horto oficial de espécies medicinais, masc. Sin. Horto matriz. Área física com estrutura que contempla toda a cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos, assim como a validação de espécies vegetais, reconhecida por órgão público. (Figura 29).

 

Nota: integra-se ao modelo de Farmácias Vivas instituído  no SUS, pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria Ministerial GM nº 886, de 20 de abril de 2010. Ver Farmácia Viva; Horto de plantas medicinais.

 

Em espanhol: huerto oficial de plantas medicinales; herbolario oficial.

Em inglês: official herbal medicine horticulture.

 

   IFAV, masc. Insumo farmacêutico ativo vegetal.

 

Imposição de mãos, fem. Prática terapêutica secular que implica um esforço meditativo para a transferência de energia vital (Qi, prana) por meio das mãos com intuito de reestabelecer o equilíbrio do campo energético humano, auxiliando no processo saúde-doença. (Figura 30). Ver Prana; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Qi; Reiki; Toque terapêutico.

Em espanhol: imposición de manos. 

Em inglês: imposition of hands.

 

 

Infusão, fem. Método de extração de princípios ativos dos vegetais, no qual a planta a ser utilizada – colocada em recipiente e acrescida de água potável que acabou de ferver – é tampada ou abafada por um período de tempo determinado. (Figura 31).

Nota: indicada para as partes menos rígidas de vegetais – folhas, flores, inflorescências e frutos – ou que contenham substâncias ativas voláteis ou substâncias de boa solubilidade em água. Ver Chá medicinal; Decocção; Maceração com água; Medicamento fitoterápico; Planta aromática; Percolação; Planta medicinal; Trituração.

Em espanhol: infusión. 

Em inglês: infusion.

 

Inspeção da face, fem. Avaliação clínica que constitui uma das formas de diagnóstico empregada por diversas abordagens terapêuticas.

Notas: i) A inspeção da face consiste, principalmente, na observação do aspecto e da cor da pele e dos olhos do paciente, pois representam uma manifestação  externa  da  atividade  vital do corpo. ii) A medicina tradicional chinesa adota, como forma de diagnóstico, a inspeção da face com a inspeção da língua, a palpação dos pulsos radiais, entre outros. Ver Abordagem terapêutica; Anamnese integrativa; Ayurveda; Inspeção da língua; Medicina tradicional chinesa; Palpação dos pulsos.

Em espanhol: inspección de la cara. 

Em inglês: face inspection.

 

Inspeção da língua, fem. Avaliação clínica que constitui uma das formas de diagnóstico empregada por diversas abordagens terapêuticas e observa aspectos – cor, forma, textura, saburra (muco) – da língua e suas alterações. (Figura 32).

Nota: possibilita avaliar alterações e estágio de evolução de distúrbios, pois a língua mantém relação com os órgãos e vísceras por meio dos meridianos. Ver Abordagem terapêutica; Anamnese integrativa; Ayurveda; Inspeção da face; Medicina tradicional chinesa; Palpação dos pulsos.

Em espanhol: inspección de la lengua. 

Em inglês: tongue inspection.

  

Insumo ativo, masc. Substância de origem mineral, vegetal ou anima

 

Droga, fármaco, tintura-mãe, forma farmacêutica derivada – que exerce atividade farmacológica, ou outro efeito direto, no tratamento ou na prevenção de desequilíbrios e doenças.

Nota: práticas integrativas, como homeopatia, medicina antroposófica, ayurveda, medicina tradicional chinesa, utilizam insumos ativos em suas terapêuticas. Ver Medicamento.

Em espanhol: principio activo. 

Em inglês: active substance; active ingredient.

 

Insumo farmacêutico ativo  vegetal,  masc.  Sin.  IFAV.  Substância de origem vegetal utilizada no processo de fabricação de um medicamento fitoterápico. Ver Insumo ativo.

Em espanhol: principio farmacéutico vegetal activo. 

Em inglês: vegetal pharmaceutical active ingredient.

 

Iridologia, fem. Prática natural e não invasiva de observação e análise da íris – por meio da leitura de sinais, marcas, alterações de cor e de padrões – para identificação das características bio e psicotipológicas. (Figura 33).

Notas: i) A iridologia é adotada complementarmente por diversas práticas integrativas, como homeopatia, naturopatia, reflexologia, quiropraxia, entre outras. ii) Inúmeros países, como Alemanha, Rússia e Coreia do Sul, há décadas realizam pesquisas sobre essa prática e sua aplicabilidade. iii) As manchas observadas na íris, segundo estudos, estão relacionadas com o contato nervoso direto mantido com os órgãos do corpo que, quando adoecem, provocam espasmos nos vasos sanguíneos dos olhos, perturbando o afluxo de sangue para regiões específicas na íris e dando origem a esses sinais. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: iridología.

 Em inglês: iridology.

 

 Kapha, masc. Dosha do ayurveda, responsável por toda a materialidade e densidade corporal.

Nota: formado pelos elementos água e terra, apresenta características de: pesado, lento, suave, claro, grosso, macio, oleoso,  estável  e  viscoso.  Ver  Ayurveda;  Doshas;  Panchama-

-habhutas; Pitta; Vata. Em espanhol: kapha. Em inglês: kapha.

 

 Laserpuntura, fem. Técnica terapêutica que utiliza feixes de luz de baixa intensidade para estimular os pontos de acupuntura. (Figura 34).

Notas: i) A laserpuntura é uma opção terapêutica para aplicação em crianças e pacientes agitados. ii) Também pode ser aplicada nos pontos auriculares. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

Em espanhol: láser puntura.

Em inglês: laser puncture.

 

Lei dos Semelhantes, fem. Sin. Princípio da similitude; Similia similibus curantur. Princípio segundo o qual uma substância capaz de causar efeitos em um organismo sadio pode, num organismo doente, curar sintomas semelhantes.

Nota: foi enunciada por Hipócrates, no século IV a.C., e resgatada por Hahnemann como base para a criação da homeopatia, no final do século XVIII. Ver Experimentação no homem sadio; Homeopatia.

Em espanhol: Ley de Semejanza; Ley de Similitud.

Em inglês: Similar’s Law.

 

Lian gong,  masc.  Prática  corporal  chinesa  desenvolvida  em  grupo e caracterizada por um conjunto de 3 séries de 18 exercícios terapêuticos e preventivos, que trabalham o corpo desde a coluna até os dedos dos pés. (Figura 35).

Notas: i) O lian gong aborda o indivíduo de modo integral, segundo as bases da medicina tradicional chinesa, prevenindo e tratando dores e problemas musculoesqueléticos. ii) Foi institucionalizado no SUS por meio da Portaria Ministerial GM/MS nº 971, de 3 de maio de 2006. Ver Holístico; Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas corporais da Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: lian gong. 

Em inglês: lian gong.

 

Litoterapia, fem. Técnica terapêutica que usa os cristais, as rochas e os minerais para tratar sintomas físicos, psíquicos e energéticos por via da ressonância ou vibração própria de cada gema. (Figuras 36 e 37).

Notas: i) A litoterapia utiliza a vibração – energia oscilante – de determinado cristal, pedra fina ou pedra preciosa, em aplicação direta no corpo ou em contato próximo, para penetrar e harmonizar o campo energético da pessoa ou do órgão. ii) Cada  pedra possui composição química e características físicas específicas que atribuem vibração própria a cada mineral, podendo ser direcionada para fins terapêuticos diversos. Ver Argiloterapia; Geoterapia; Medicina alternativa; Recursos terapêuticos.

Em espanhol: litoterapia.

Em inglês: lithotherapy.

 

Lota, masc. Pequeno utensílio usado no ayurveda e no yoga para proceder irrigação e higienização nasal, de tamanhos, formatos e materiais diversos. (Figura 38).

Notas: i) O lota, na Índia, costuma ser de aço ou cobre, em formato achatado, bico longo e estreito, com capacidade para duas xícaras de água; no Ocidente, a maioria é de cerâmica, com metade ou menos da capacidade. ii) A solução usada no lota costuma ser água morna com sal. Ver Ayurveda; Dosha; Néti; Yoga.

 

Em espanhol: lota. 

Em inglês: lota.

 

Maceração com água, fem. Método utilizado para extração dos princípios ativos vegetais, que consiste no esmagamento da planta

– ou de suas partes – com água potável, à temperatura ambiente, por um período de tempo determinado.

Nota: é indicada para vegetais que possuam substâncias termossensíveis. Ver Chá medicinal; Decocção; Infusão; Medicamento fitoterápico; Planta medicinal.

Em espanhol: maceración con agua.

Em inglês: aqueous maceration; maceration with water.

 

Magnetopuntura, fem. Técnica terapêutica que utiliza ímãs (pequenos magnetos) para estimular os pontos de acupuntura e restaurar o equilíbrio do organismo. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: magneto puntura.

Em inglês: magnetopuncture.

 

Mandril para acupuntura, masc. Tubo cilíndrico, oco, descartável, utilizado como guia na inserção da agulha de acupuntura. (Figura 39).

 

Nota: permite controlar o local e a profundidade de inserção da agulha. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: tubo guía para agujas de acupuntura.

Em inglês: guide tube for acupuncture needle.

 

Manejo sustentável,  masc. Modelo de  exploração racional de  bens naturais, por meio de práticas que tenham impacto mínimo no ambiente, gerando benefícios sociais e econômicos que garantam a conservação do ecossistema. Ver Farmácia Viva.

 

Em espanhol: manejo sostenible; gestión sostenible.

Em inglês: sustainable management.

 

Manipulação farmacêutica, fem. Método que compreende um conjunto de operações farmacotécnicas, utilizado para preparar fórmulas magistrais e oficinais, e fracionar produtos farmacêuticos para uso humano. Ver Farmácia de manipulação; Farmacologia; Farmacotécnica Homeopática Brasileira.

Em espanhol: manipulación farmacéutica.

Em inglês: pharmaceutical manipulation.

 

Marcador, masc. Substância que, em função de suas propriedades específicas, é utilizada como referência no controle de qualidade da matéria-prima vegetal e do medicamento fitoterápico.

Notas: i) O marcador pode ser do tipo ativo ou analítico. ii) Alcaloides, flavonoides  e  ácidos  graxos  são  exemplos   de   marcadores. Ver Farmacologia; Medicamento; Medicamento fitoterápico.

Em espanhol: marcador fitoterápico 

Em inglês: marker; chemical marker.

 

Marma, masc. Ponto corporal de acesso à energia vital, pelo ayurveda, que permite interação corpo-mente-consciência.

Nota: existem 108 marmas que podem ser divididos em 6 categorias, de acordo com sua localização no corpo. Ver Ayurveda; Marma nidana.

Em espanhol: marma. 

Em inglês: marma.

 

Marma nidana, masc. Estudo dos pontos vitais de energia do corpo utilizado no ayurveda. Ver Ayurveda; Marma.

Em espanhol: marma nidana.

Em inglês: marma nidana.

 

Massagem, fem. Prática terapêutica que envolve um conjunto de manipulações sistemáticas em tecidos corporais moles, a partir da pele, com o objetivo de estimular os sistemas imune, circulatório, nervoso, muscular e, nas práticas de origem oriental, também o energético. (Figura 41).

Notas: i) A massagem é adotada por várias racionalidades em saúde, como a naturopatia, o ayurveda, a medicina tradicional chinesa,   entre   outras.   ii)   Atua   diretamente   sobre   a   pele estimulando as  glândulas  sebáceas  e  sudoríparas,  melhorando a resposta fisiológica e potencializando a microcirculação, entre outros benefícios. Ver Abhyanga; Naturologia; Naturopatia; Racionalidades médicas; Shiatsu; Tui na.

 

Em espanhol: masaje.

Em inglês: massage.

 

 

Massagem rítmica, fem. Técnica de base antroposófica que utiliza movimentos rítmicos para manipulação dos tecidos corporais, atuando de forma terapêutica. (Figura 40). Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: masaje rítmico. 

Em inglês: rhythmical massage therapy.

 

Massoterapia, fem. Prática terapêutica que envolve a aplicação de técnicas manuais sobre os tecidos externos do corpo visando melhorar o funcionamento do organismo como um todo, em decorrência da  combinação  de  fatores  mecânicos,  fisiológicos e psicológicos. (Figura 42).

Notas: i) Os benefícios da massoterapia vão além do relaxamento, com efeitos benéficos de grande influência sobre o organismo, no âmbito mecânico, neural, fisiológico e químico, que se relacionam entre si e com fatores emocionais. ii) Representa uma manifestação de atenção, humanização e cuidado em saúde, proporcionando efeitos fisiológicos compatíveis com as necessidades do indivíduo. Ver Automassagem; Massagem; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

Em espanhol: masaje terapéutico. 

Em inglês: massage therapy.

 

Massoterapia com pó de ervas, fem. Ver sin. Udwarthana.

 

Mateiro, masc. Indivíduo detentor de saber tradicional sobre as plantas e suas propriedades medicinais que atua na identificação e na coleta de material botânico para a formação de herbários ou uso em práticas de saúde.

Nota: o mateiro pode ter capacitação para atuar como parataxonomista. Ver Farmácia Viva.

 

Em espanhol: hierbatero; yerbatero; herbolario; práctico.

Em inglês: parataxonomist; plant hunter.

 

Matéria médica homeopática, fem.  Conjunto  de  informações que contém os dados resultantes da observação da ação dos medicamentos homeopáticos em indivíduos aparentemente sadios e sensíveis, visando à aplicação da Lei dos Semelhantes. Ver Lei dos Semelhantes; Homeopatia; Medicamento homeopático.

Em espanhol: materia médica homeopática.

Em inglês: homeopathic medical material.

 

Matéria-prima vegetal, fem. Componente vegetal utilizado na produção de fitoterápicos.

Nota: a matéria-prima vegetal pode ser planta medicinal fresca, droga vegetal ou seus derivados. Ver Droga vegetal; Medicamento fitoterápico; Planta medicinal fresca.

Em espanhol: materia prima vegetal. 

Em inglês: vegetable raw material.

 

Matriz homeopática,  fem.  Insumo  ativo  que  serve  de  fonte  para a preparação de medicamentos homeopáticos ou formas farmacêuticas derivadas.

Nota: as matrizes homeopáticas estão incluídas na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Ver Homeopatia; Insumo ativo; Medicamento homeopático.

Em espanhol: matriz homeopática. 

Em inglês: homeopathic matrix.

 

Medicamento, masc. Produto farmacêutico utilizado para fins profiláticos, curativos, paliativos ou de diagnóstico.

Nota: os medicamentos diferenciam-se  na  forma  de  obtenção ou produção, de acordo com  a  prática  terapêutica  adotada. Ver Medicamento antroposófico; Medicamento dinamizado; Medicamento fitoterápico; Medicamento fitoterápico industrializado; Medicamento homeopático; Medicamento magistral.

Em espanhol: medicamento; medicina. 

Em inglês: drug; medicine.

 

Medicamento antroposófico, masc. Medicamento obtido da natureza a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais, que, formulado segundo  os princípios da antroposofia,  estimula as forças autocurativas do organismo humano, numa reação que levará à cura ou ao alívio da enfermidade.

 

Notas: i) O medicamento antroposófico pode agir de três modos:

    1. estimulando um processo contrário à doença, de modo similar ao medicamento alopático; 
    2. agindo de modo semelhante à doença, a fim de provocar uma reação contrária mais intensa do organismo no sentido da cura, funcionando de modo equivalente ao medicamento homeopático; e 
    3. proporcionando um modelo orientador para o órgão ou  o  sistema  doente,  restabelecendo sua atividade sadia, numa forma de agir que é exclusiva do medicamento antroposófico. ii) O medicamento antroposófico pode ser diluído e dinamizado, triturado ou preparado a partir de tinturas de plantas, extratos secos e chás. iii) Os medicamentos antroposóficos estão regulamentados pela Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC) nº 26, de 30 de março de 2007. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicamento dinamizado; Medicamento fitoterático; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: medicamento antroposófico. 

Em inglês: anthroposophic medicine; anthroposophic drug; anthroposophic medicinal product.

 

Medicamento dinamizado, masc. Medicamento preparado – a partir de substâncias submetidas a triturações sucessivas, ou diluições seguidas de sucussão, ou outra forma de agitação ritmada – com finalidade preventiva ou curativa, a ser administrado conforme a terapêutica homeopática ou antroposófica.

 

Nota: o registro dos medicamentos dinamizados está regulamentado por Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC).

 

Em espanhol: medicamento dinamizado. 

Em inglês: dynamized drug.

 

Medicamento fitoterápico, masc. Sin. Fitomedicamento; Fitoterápico.

Medicamento obtido exclusivamente a partir de matéria-prima vegetal, com finalidade curativa, paliativa ou profilática.

 

Notas: i) O medicamento fitoterápico tem eficácia e segurança validadas cientificamente, e é regulado por legislação específica.

 

Não se considera medicamento fitoterápico aquele que inclui substâncias ativas isoladas, sintéticas ou naturais,  ou associações dessas com extratos vegetais, em sua composição. iii) Os medicamentos fitoterápicos distribuídos  pelo  SUS  estão  listados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Ver Fitoterápico manipulado; Medicamento fitoterápico industrializado; Produto tradicional fitoterápico; Relação de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS; Relação Nacional de Plantas Medicinais; Relação Nacional de Fitoterápicos.

 

Em espanhol: medicamento fitoterapéutico; medicamento herbario.

Em inglês: herbal medicine; herbal drug.

 

Medicamento fitoterápico industrializado, Sin. Fitoterápico industrializado. Fitoterápico produzido em grande escala, com os critérios de qualidade, segurança e eficácia atestados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Nota: é regulado por Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC), que dispõe sobre as boas práticas de fabricação de produtos fitoterápicos. Ver Medicamento fitoterápico; Fitoterápico  manipulado.

 

Em espanhol: medicamento fitoterapéutico industrializado; medicamento herbário industrializado. 

Em inglês: industrialized herbal medicine; industrialized herbal drug.

 

Medicamento homeopático, masc. Medicamento de dispensação farmacêutica obtido pela técnica de dinamização, para uso interno ou externo, ministrado segundo a Lei dos Semelhantes, com finalidade curativa e/ou preventiva. (Figura 43).

 

Notas: i) O medicamento homeopático pode ser de componente único ou composto, quando preparado a partir  de  dois  ou mais insumos ativos. ii) A diluição adotada pode ser em diferentes proporções ou escalas, sendo a mais comum a proporção   de   1:100,   também   chamada   escala   centesimal. Os medicamentos homeopáticos estão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Ver Dinamização; Homeopatia; Lei dos Semelhantes.

 

Em espanhol: medicamento homeopático. 

Em inglês: homeopathic drug; homeopathic medicine.

 

 

Medicamento magistral, masc. Medicamento preparado em uma farmácia de manipulação a partir de uma receita individualizada.

 

Nota: pode ser indicado por profissionais de diferentes racionalidades em saúde: fitoterapia, homeopatia,  antroposofia  aplicada  à saúde, entre outras. Ver  Farmácia  de  manipulação;  Farmácia de manipulação de fitoterápicos; Medicamento antroposófico; Medicamento fitoterápico; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: medicamento magistral.

Em inglês: magistral medicine.

 

 

Medicina alternativa, fem. Modelo de saúde que adota uma abordagem não convencional, tradicional ou não, no lugar da medicina convencional.

 

Nota: este termo foi adotado no movimento de contracultura e institucionalizado pela OMS, em 1962, no intuito de diferenciar diversas abordagens  de  cuidado  adotadas  em  contraposição à medicina especializante e tecnocientífica. Ver Medicina complementar; Medicina integrativa; Medicina tradicional; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: medicina alternativa. 

Em inglês: alternative medicine.

 

Medicina antroposófica, fem. Sin. MA. Abordagem  terapêutica integral com base na antroposofia, que avalia o ser humano a partir dos conceitos da trimembração, quadrimembração e biografia, oferecendo cuidados e recursos terapêuticos específicos. (Figuras 44 e 86).

 

Notas: i) A medicina antroposófica atua de maneira integrativa e utiliza diversos recursos terapêuticos para a recuperação ou a manutenção da saúde, conciliando medicamentos e terapias convencionais com outros específicos de sua abordagem. ii) Foi institucionalizada no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicamento antroposófico; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Portaria Ministerial nº 971/2006.

 

Em espanhol: medicina antroposófica. 

Em inglês: anthroposophic medicine.

 

Medicina complementar, fem. Modelo de saúde que compreende o uso conjunto de abordagens convencionais e não convencionais.

Nota: surgiu a partir da aproximação entre as medicinas alternativa e convencional, deixando de ser um modelo de “um ou outro” e passando a “um e outro” e, apesar dessa aproximação, neste paradigma, o modelo convencional permanece hegemônico, utilizando práticas integrativas de forma complementar. Ver Medicina alternativa; Medicina integrativa; Medicina tradicional; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Em espanhol: medicina complementaria.

Em inglês: complementary medicine.

 

Medicina convencional, fem. Modelo de saúde  que  compreende  o uso de sistema biomédico com incorporação de alta tecnologia, íntima relação com a  indústria  farmacêutica  e  medicalização da sociedade.

Nota: sistema médico alopático e fortemente vinculado a evidências científicas. Ver Medicina alternativa; Medicina complementar; Medicina integrativa; Medicina tradicional.

Em espanhol: medicina convencional.

Em inglês: conventional medicine.

 

Medicina escolar antroposófica, fem. Especialidade médica – formulada por  Rudolf Steiner e aplicada nas escolas Waldorf que insere o médico e o terapeuta no ambiente escolar, em colaboração interdisciplinar com o professor, de modo que a criança possa ser acompanhada de perto em seu estado de saúde sob uma perspectiva ampliada. Ver Antroposofia; Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: medicina escolar antroposófica.

Em inglês: anthroposophic schoolary medicine.

 

Medicina integrativa, fem. Modelo de saúde que propõe a combinação das medicinas convencional, tradicional e complementar, sem hegemonia entre elas.

 

Notas: i) A medicina integrativa adota as diferentes abordagens de cuidado considerando as necessidades do usuário, as possibilidades de oferta, bem como segurança, eficácia e efetividade das práticas terapêuticas. ii) Tem como princípios a relação terapêutica, a abordagem do sujeito como um todo e sua participação no tratamento, com ênfase na prevenção de doenças e na promoção da saúde. iii) Neste modelo, as diferentes medicinas têm a mesma importância e são utilizadas conforme a necessidade em cada caso. Ver Medicina alternativa; Medicina complementar; Medicina tradicional; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Saúde integrativa.

 

Em espanhol: medicina integrativa. 

Em inglês: integrative medicine.

 

Medicina tradicional, fem. Modelo de saúde que compreende conhecimentos, capacidades e práticas – baseadas nos saberes, nas crenças e nas experiências próprias de diferentes culturas – voltados para promoção da saúde, bem como para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças. Ver Ayurveda; Medicina alternativa; Medicina complementar; Medicina integrativa; Medicina tradicional chinesa; Povos e comunidades tradicionais; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: medicina tradicional.

Em inglês: traditional medicine.

 

Medicina tradicional chinesa, fem. Sin. MTC. Abordagem terapêutica milenar, de origem chinesa, que tem a teoria do yin-yang e a teoria dos cinco elementos como bases fundamentais para avaliar o  estado  energético  e  orgânico  do  indivíduo,  na  inter-relação harmônica entre as partes, visando tratar quaisquer desequilíbrios em sua integralidade.

 

Notas: i) A MTC utiliza como procedimentos diagnósticos, na anamnese integrativa,  palpação  do  pulso,  inspeção  da  língua e da face, entre outros; e, como procedimentos terapêuticos, acupuntura, ventosaterapia, moxabustão, plantas medicinais, práticas corporais e mentais, dietoterapia chinesa. ii) Para a MTC, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece, aos estados-membros, orientações para formação por meio do Benchmarks for Training in Traditional Chinese Medicine. Ver Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Qi; Teoria dos cinco elementos; Teoria do yin-yang.

 

Em espanhol: medicina tradicional china. 

Em inglês: traditional chinese medicine.

 

Medicina tradicional e complementar, fem. Sin. MTC. Denominação empregada para se referir ao conjunto das medicinas não convencionais, conforme documentos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nota: no Brasil, as práticas integrativas e complementares em saúde representam a medicina tradicional e complementar. Ver Medicina alternativa; Medicina complementar; Medicina integrativa; Medicina tradicional; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Em espanhol: medicina tradicional y complementaria.

Em inglês: traditional and complementary medicine; traditional and complementary health practices.

Meditação, fem. Sin. Prática mental da medicina tradicional chinesa, ayurvedica e do yoga.

Prática mental individual que consiste em treinar a focalização da atenção de modo não analítico ou discriminativo, a diminuição do pensamento repetitivo e a reorientação cognitiva, promovendo alterações favoráveis no humor e melhora no desempenho cognitivo, além de proporcionar maior integração entre mente, corpo e mundo exterior. (Figura 45).

Notas: i) A meditação desenvolve habilidades para lidar com os  pensamentos  e  observar  os  conteúdos  que  emergem  a consciência, ensinando a não se deixar influenciar por eles e compreendendo-os como fluxos mentais. ii) Coloca o  indivíduo num local de equilíbrio e leveza, no centro de si mesmo. iii) A meditação integra, a partir da publicação  da  Portaria  Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas  na  Política  Nacional  de  Práticas  Integrativas e Complementares no SUS. Ver Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Em espanhol: meditación 

Em inglês: meditation.

 

Memento  fitoterápico,  fem.  Conjunto  de  informações  técnico-

-científicas sobre medicamentos, geralmente editado pelos laboratórios oficiais e disponibilizado aos profissionais de saúde para orientar a prescrição terapêutica.

Nota: a Farmacopeia Brasileira tem como um dos seus compêndios o Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (MFFB). Ver Farmacopeia Brasileira; Farmacopeia Homeopática Brasileira.

 

Em espanhol: memento fitoterápico 

Em inglês: phytotherapeutic memento.

 

Meridianos, masc. pl. Canais de energia que percorrem o corpo interligando os órgãos principais e as vísceras correspondentes, possuindo pontos específicos nos quais a energia se manifesta mais fortemente. (Figura 46).

Notas: i) Os meridianos estão dispostos bilateralmente no corpo, em seus decúbitos dorsal e ventral. ii) Por meio da palpação de pontos nos meridianos, segundo a medicina tradicional chinesa, é possível verificar a existência de algum desequilíbrio na circulação de energia, que pode ser causa de algum sintoma de adoecimento.

iii) Quando os pontos dos meridianos são estimulados – por meio de inserção de agulhas, aplicação de ventosas, moxa, acupressão, entre outros –, influenciam  e  equilibram  a  livre  circulação da energia vital (Qi). Ver Acupressão; Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Pontos de acupuntura; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Qi.

 

Em espanhol: meridianos.

Em inglês: meridians.

 

Microssistemas da MTC, masc. pl. Áreas do corpo que, por meio de pontos reflexos, conectam-se energeticamente e representam o organismo em sua totalidade. (Figuras 47 a 49).

 

Notas: i) Exemplos de microssistemas da MTC: orelhas, crânio, pés, mãos. ii) Os microssistemas, quando estimulados, influenciam e equilibram a energia vital (Qi) dos órgãos correspondentes. Ver Acupuntura; Acupuntura auricular; Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: microsistemas de la acupuntura.

Em inglês: acupuncture microsystem.

 

Moxa, fem. Artefato utilizado na moxabustão, produzido com uma porção da erva Artemisia sinensis macerada, podendo apresentar- se sob a forma de bastão (com ou sem cheiro), cone ou pequeno cilindro. (Figura 50). Ver Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Moxabustão; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: moxi.

Em inglês: moxi.

 

Moxabustão, fem. Técnica terapêutica que consiste no aquecimento dos pontos de acupuntura por meio da queima de ervas medicinais apropriadas, aplicadas, em geral, de modo indireto sobre a pele. (Figura 51).

 

Nota: pode ser feita, complementarmente, com inserção de agulhas, aplicação de adesivos de moxa sobre a pele, uso de caixas de madeira para suporte de moxa, entre outras formas. Ver Medicina tradicional chinesa;  Meridianos;  Moxa;  Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: moxibustión.

Em inglês: moxibustion.

 

 MTC, fem. Medicina tradicional chinesa; Medicina tradicional e complementar.

  

 

Musicoterapia, fem. Prática expressiva que utiliza basicamente a música e/ou seus elementos no seu mais amplo sentido – som, ritmo, melodia e harmonia –, em grupo ou de forma individualizada. (Figura 52).

Notas: i) A musicoterapia facilita e promove a comunicação, a relação, a aprendizagem, a mobilização, a expressão, e outros objetivos terapêuticos relevantes, com intuito de favorecer o alcance das necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas do indivíduo. ii) Desenvolve potenciais e restabelece funções para que o indivíduo possa alcançar uma melhor integração inter ou intrapessoal, melhorando a qualidade de vida. iii) A musicoterapia integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Arteterapia; Cantoterapia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas expressivas em saúde.

Em espanhol: musicoterapia. 

 Em inglês: music therapy.

 

 

Nasya, fem. Técnica terapêutica nasal que utiliza óleos vegetais ou rapé ayurvédicos. (Figura 53).

Notas: i) A nasya utiliza óleos vegetais preparados para o desequilíbrio identificado em cada pessoa. ii) Ocorre após uma abhyanga (na cabeça e pescoço) e uma swedana. Ver Abhyanga; Ayurveda; Kapha; Pitta; Vata; Swedana.

Em espanhol: nasya

Em inglês: nasya.

 

Naturologia, fem. Conjunto de conhecimentos em saúde embasado na pluralidade de sistemas terapêuticos complexos vitalistas, que parte de uma visão multidimensional do processo vida-saúde-doença e utiliza da relação de interagência e de práticas naturais no cuidado e na atenção à saúde para promover, manter ou melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos.

Notas: i) A naturologia, no Brasil, está vinculada a uma formação em  nível  superior,  com  área  de  atuação  mais  abrangente,  se comparada com a naturopatia. ii) Envolve conhecimentos diversos, como aromaterapia, terapia de florais, cromoterapia, dietoterapia, geoterapia, entre outros. Ver Cromoterapia; Dietoterapia; Geoterapia;  Naturopatia;  Práticas  Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Terapia de florais.

 

Em espanhol: naturología. 

Em inglês: naturology.

 

Naturopatia, fem. Prática terapêutica que adota visão ampliada e multidimensional do processo vida-saúde-doença e utiliza um conjunto de práticas integrativas e complementares no cuidado e na atenção em saúde. (Figura 54).

 

Notas: i) O termo naturopatia é mundialmente utilizado, reconhecido pela Organização Mundial  da  Saúde  e  adotado na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. ii) No Brasil, essa prática pode ter conhecimentos em comum com a naturologia possuindo, porém, formação livre. iii) A naturopatia integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Cromoterapia; Dietoterapia; Geoterapia; Naturologia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Terapia de florais.

 

Em espanhol: naturopatía. 

Em inglês: naturopathy.

 

Néti, masc. Técnica terapêutica de irrigação e higienização das vias respiratórias superiores com água morna, utilizada no ayurveda. (Figura 55).

 

Notas: i) O néti é realizado por meio do lota. ii) Favorece as práticas prânicas e energéticas do ayurveda e do yoga. Ver Ayurveda; Lota; Yoga.

 

Em espanhol: néti.

Em inglês: néti.

 

 

Observatório de Saúde, masc. Espaço de desenvolvimento de atividades técnico-científicas de extensão, pesquisa e/ou ensino com objetivo de produzir informações,  análises e  material de divulgação, promover eventos técnico-científicos que possam subsidiar as tomadas de decisão de órgãos públicos, movimentos sociais e empresariais, e contribuir para a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o desenvolvimento dos cuidados e das ações de vigilância no âmbito dos diversos segmentos da Saúde, incluindo a gestão das políticas relacionadas.

 

Nota: a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) incentiva a criação de observatórios de saúde, a exemplo da medicina antroposófica e do termalismo social/ crenoterapia. Ver Observatório das Experiências de Medicina Antroposófica no SUS; Observatório das Experiências de Termalismo Social/Crenoterapia no SUS; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

 

Em espanhol: Observatorio de Salud.

Em inglês: Health Observatory.

 

Oleação da cabeça, fem. Ver sin. Shirodhara.

 

Óleo essencial, masc. Composto volátil concentrado formado por substâncias vitais, extraído de plantas aromáticas e medicinais por meio de processos específicos. (Figura 56).

 

Notas: i) O óleo essencial pode apresentar variações em seus componentes químicos em decorrência do horário de colheita, parte da planta utilizada, região de plantio, entre outros. ii) É encontrado nas plantas em sua parte aérea (como na menta), nas flores (como no óleo essencial da rosa e do jasmim), nas folhas (como nos eucaliptos e no capim-limão), nos frutos (como na laranja, limão, tangerina), na madeira (como no sândalo e pau- rosa), nas cascas do caule (como nas canelas), nas raízes (como no vetiver), nos rizomas (como no gengibre), e nas sementes (como na noz-moscada). iii) Entre suas ações terapêuticas, é capaz de agir como antisséptico, anti-inflamatório e antibacteriano, induzindo danos às estruturas celulares de bactérias e fungos, assim como auxiliar em processos psíquicos como depressão, ansiedades, distúrbios do sono, por exemplo. Utilizado em grande número de ações terapêuticas, como inalações, massagens, aromatização ambiental, escalda-pés,  colares aromáticos, banhos  de assento, compressas, entre outras. Ver Aromacologia; Aromaterapia; Aromatologia; Essência; Planta aromática.

 

Em espanhol: aceite esencial.

Em inglês: essential oil.

 

Organização Mundial da Saúde, fem. Agência especializada em saúde, subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU), que tem por objetivo desenvolver o máximo possível o nível de saúde de todos os povos, sendo responsável por avaliar a situação internacional e propor diretrizes para a formulação de políticas públicas aos estados-membros.

 

Notas: i) A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece, aos  estados-membros,  orientações  para  formação   e   prática das medicinas tradicionais e complementares por meio dos Benchmarks. ii) O processo de incorporação da PNPIC ao SUS é legitimado pelas recomendações da OMS aos estados-membros.

iii) A OMS publicou, em 2014, a Estratégia da OMS sobre medicina tradicional 2014-2023  para  ajudar  as  autoridades  sanitárias a encontrar soluções que propiciam uma visão mais ampla a respeito da melhora da saúde e da autonomia dos pacientes, prestar apoio aos estados-membros para que aproveitem a possível contribuição da medicina tradicional e complementar (MTC) à saúde, ao bem-estar e à atenção centrada nas pessoas, e promover a utilização segura e eficaz da MTC mediante a regulamentação de produtos, práticas e profissionais. Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

 

Em espanhol: Organización Mundial de la Salud.

Em inglês: World Health Organization.

 

Osteopatia, fem. Prática terapêutica que adota uma abordagem integral no cuidado em saúde e utiliza várias técnicas manuais – entre elas, a da manipulação do sistema musculoesquelético (ossos, músculos e articulações) – para auxiliar no tratamento de doenças. (Figura 57).

 

Notas: i) A osteopatia considera que a capacidade de recuperação do corpo pode ser  aumentada  pela  estimulação das articulações. ii) Para a osteopatia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece, aos estados-membros, orientações para formação por meio do Benchmarks for Training in Osteopathy. iii) A osteopatia integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Portaria Ministerial GM nº 849/2007; Quiropraxia.

 

Em espanhol: osteopatía.

Em inglês: osteopathy.

 

 

Palpação dos pulsos, fem. Avaliação clínica que constitui uma das formas de diagnóstico empregada pela medicina tradicional chinesa, na qual se aplicam diferentes tipos de pressão nos pulsos do paciente para observar a frequência, o ritmo e a intensidade da pulsação, bem como a fluidez das ondas e seu nível de amplitude, a fim de verificar a perturbação do equilíbrio energético. (Figura 58). Ver Anamnese integrativa; Inspeção da face; Inspeção da língua; Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: palpación del pulso.

Em inglês: chinese pulse diagnosis.

 

Panchakashaya kalpana, masc. Apresentações fitoterápicas da farmacopeia clássica do ayurveda que são: sucos frescos de plantas; pós finos e pastas; decocções; infusões quentes ou frias. Ver Ayurveda.

 

Em espanhol: panchakashaya kalpana.

Em inglês: panchakashaya kalpana.

 

Panchama-habhutas, masc. Cinco grandes elementos da natureza éter, ar, fogo, água e terra – que compõem todo o universo, segundo o ayurveda.

 

Notas: i) Os panchama-habhutas expressam-se na fisiologia por meio dos três doshas: vata, pitta e kapha. ii) As qualidades dos doshas relacionam-se com as características desses elementos: vata (éter e ar) é seco, leve, sutil, móvel, claro e áspero; pitta (fogo e água) é quente, agudo, líquido, oleoso, azedo, picante e fluido; kapha (água e terra) é pesado, lento, suave, claro, grosso, macio, oleoso, estável e viscoso. iii) Essas características não se referem apenas aos aspectos materiais, mas também aos emocionais e energéticos. Ver Ayurveda; Doshas; Kapha; Pitta; Vata.

 

Em espanhol: panchama-habhutas. 

Em inglês: panchama-habhutas.

 

 

Percolação, fem. Método de extração de princípios ativos vegetais e animais, realizado pela passagem lenta de fluidos através de materiais sólidos (filtros).

 

Notas: i) A percolação  é  indicada  em  processos  extrativos de  substâncias  farmacologicamente  muito  ativas,   presentes em pequena quantidade ou pouco  solúveis.  ii)  O  método faz uso de solventes específicos. Ver Decocção; Infusão; Maceração; Trituração.

 

Em espanhol: filtración; percolación. 

Em inglês: percolation.

 

Pesquisa em saúde, fem. Atividade que integra diversos setores da sociedade (governo, indústria, universidade e instituições de pesquisa) em torno de estudos quantitativos e qualitativos que contribuem para a melhoria da situação de saúde das populações e o desenvolvimento econômico do país.

 

Nota: a pesquisa em saúde tem como foco: a inovação e  o avanço da produção de componentes de caráter biotecnológico (medicamentos, vacinas e dispositivos diagnósticos); a produção de evidências científicas; o desenvolvimento de terapias e intervenções; o aperfeiçoamento de tecnologias e da qualidade no fornecimento da atenção à saúde, entre outros. Ver Agenda Nacional de Prioridades em Pesquisa em Saúde; Observatório de Saúde.

 

Em espanhol: investigación en salud. 

Em inglês: health research.

 

 PICS, fem. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Pitta, masc. Dosha responsável pelas funções metabólicas e digestivas do organismo no ayurveda.

 

Nota: formado por fogo e água, tem como características: quente, agudo, líquido, oleoso, azedo, picante e fluido. Ver Ayurveda; Doshas; Kapha; Panchama-habhutas; Vata.

 

Em espanhol: pitta.

Em inglês: pitta.

 

Planta aromática, fem. Sin. Erva aromática. Espécie botânica que produz substâncias vitais aromáticas (óleos essenciais). (Figura 59).

 

Nota: pode ser utilizada na culinária, na perfumaria e em diversas práticas de saúde, entre outras aplicações. Ver Aromacologia; Aromaterapia; Aromatologia; Essência; Óleo essencial.

 

Em espanhol: planta aromática; hierba aromática 

Em inglês: aromatic plants.

 

Planta medicinal, fem. Espécie vegetal, cultivada ou não, administrada por qualquer via ou forma, que exerce ação terapêutica. (Figura 60).

 

Nota: deve ser utilizada de forma racional pela possibilidade de apresentar interações, efeitos adversos, contraindicações. Ver Chá medicinal; Farmácia Viva; Planta medicinal fresca; Planta medicinal seca; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS; Relação Nacional de Plantas Medicinais; Relação Nacional de Fitoterápicos.

 

Em espanhol: hierba medicinal; planta medicinal 

Em inglês: medicinal plant; medicinal herbal plant.

 

Planta medicinal fresca, fem. Ver sin. Planta medicinal in natura.

 

Planta medicinal in natura, fem. Sin. Planta medicinal fresca. Planta medicinal coletada no momento de uso, sem ser submetida a qualquer processo de secagem. (Figura 67).

 

Nota: apresenta variações no seu perfil fitoquímico de acordo com solo e horário de coleta. Ver Chá medicinal; Farmácia Viva; Planta medicinal; Planta medicinal seca; Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: hierba medicinal in natura; planta medicinal in natura.

Em inglês: medicinal plant in natura; fresh medicinal plant.

 

Planta medicinal seca, fem. Ver sin. Droga vegetal.

 

 Pnab, fem. Política Nacional de Atenção Básica.

 

 PNPIC, fem.  Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

 

 PNPMF, fem. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Pólen, masc. Pó fino e colorido existente nas flores que é coletado pelas abelhas para a sua alimentação e contém os 22 aminoácidos essenciais para o organismo.

 

Nota: o pólen tem alto valor nutritivo, sendo riquíssimo em vitaminas – especialmente caroteno (pró-vitamina A), rutina ou vitamina P –, oligominerais (titânio, níquel, cromo, cobalto, silício), hormônios vegetais e enzimas. Ver Apiterapia; Dietoterapia; Dietoterapia chinesa; Medicina tradicional chinesa; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: pólen. 

Em inglês: pollen.

 

Política Nacional de Atenção Básica, fem. Sin. Pnab. Norma federal que sistematiza os princípios e as diretrizes gerais da Atenção Básica (AB), e define as responsabilidades em cada esfera e as atribuições dos profissionais de saúde, bem como estabelece os critérios para repasse de recursos para o financiamento da AB e orienta a implantação da Estratégia Saúde da Família (ESF).

 

Em espanhol: Política Nacional de Atención Primaria.

Em inglês: National Policy of Primary Health.

 

Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, fem. Sin. PNPMF. Norma federal que busca garantir e ampliar o acesso a plantas medicinais e fitoterápicos e seu uso racional pela população brasileira, promovendo a utilização sustentável da biodiversidade, bem como o desenvolvimento da cadeia  produtiva  e  da indústria nacional.

 

Notas: i) A PNPMF contém diretrizes para toda a cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos. ii) Entre seus objetivos, promove a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias e inovações em plantas medicinais e fitoterápicos. Ver Decreto Presidencial nº 5.813; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Portaria Consolidada nº 2/2017; Portaria Interministerial nº 2.960/2008; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: Política Nacional de las Plantas Medicinales y de los Fitoterapicos.

Em inglês: National Policy of Medicinal Plants and Herbal Medicines.

Política  Nacional  de  Práticas   Integrativas   e   Complementares no SUS, fem. Sin. PNPIC. Norma federal que contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos – tais como arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, homeopatia, medicina antroposófica, medicina tradicional chinesa/acupuntura, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, plantas medicinais/fitoterapia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo/crenoterapia, e yoga –, numa visão ampliada  do  processo  saúde-doença, voltada à promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado, contribuindo, assim, para o aumento da resolutividade no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Nota: a PNPIC amplia o acesso da população aos serviços e produtos das práticas integrativas e complementares na Rede de Atenção à Saúde, de forma segura, eficaz e com atuação multiprofissional, em conformidade com os princípios  e  as  diretrizes  do  SUS. Ver Portaria de Consolidação nº 2/2017; Portaria Ministerial nº 971/2006; Portaria Ministerial nº 1.600/2006; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. 

Em espanhol: Política Nacional de Prácticas Integrativas y Complementarias en el Sistema Único de Salud.

Em inglês: National Policy of Integrative and Complementary Practices in the Unified Health System – SUS.

 

Pontos de acupuntura, masc. pl. Sin. Acupontos; Zonas neurorreativas de acupuntura. Áreas do corpo humano de localização anatômica bem definida que, segundo a medicina tradicional chinesa, são providas de maior sensibilidade e fluxo do Qi. (Figura 68).

 

Notas: i) Os principais pontos de acupuntura estão localizados nos meridianos do corpo. ii) A estimulação de pontos de acupuntura provoca, no sistema nervoso central, liberação de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas respostas de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Qi.

 

Em espanhol: puntos de acupuntura. 

Em inglês: acupuncture points; acupoints.

 

Pontos reflexos, masc. pl. Áreas reativas localizadas nos microssistemas pés, mãos e orelhas, que correspondem aos órgãos e às estruturas anatômicas do corpo (como coluna vertebral e articulações) e, quando estimuladas, promovem o equilíbrio energético do corpo. Ver Acupuntura auricular; Microssistemas da MTC; Pontos de acupuntura;  Reflexoterapia.

 

Em espanhol: puntos reflejos. 

Em inglês: reflex points.

 

Portaria de Consolidação nº 2/2017, fem. Norma federal editada pelo Ministério da Saúde em 28 de setembro de 2017, com publicação no Diário Oficial da União em 3 de outubro de 2017, que consolida as normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde.

 

Nota: a partir de sua publicação, todas as normas federais anteriores editadas pelo Gabinete do Ministério da Saúde relacionadas às práticas integrativas e complementares passam a integrar este consolidado, deixando de ser referenciadas individualmente. Ver Decreto nº 5.813/2006; Portaria Ministerial nº 849/2017; Portaria Ministerial nº 971/2009; Portaria Ministerial nº 1.600/2006.

 

Em espanhol: Orden Ministerial de Consolidación nº 2/2017.

Em inglês: Ministerial Consolidation Ordinance nº 2/2017.

 

Portaria Interministerial nº 2.960/2008, fem. Norma federal, editada em 9 de dezembro de 2008, que aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Ver Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: Orden Interministerial nº 2.960/2008. 

Em inglês: Interministerial Ordinance nº 2.960/2008.

 

Portaria Ministerial nº 849/2017,  fem.  Norma  federal,  editada pelo Ministério da Saúde em 27 de março de 2017, que institui as práticas de arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga na PNPIC.

 

Nota: a partir de 28 de setembro de 2017, passa a constar na Portaria de Consolidação nº 2 – da consolidação das  normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde em seu capítulo III, seção I, art. 6º, inciso V, na forma do anexo 3 do anexo XXV. Ver Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Portaria de Consolidação nº 2/2017.

 

Em espanhol: Orden Ministerial nº 849/2017.

Em inglês: Ministerial Ordinance nº 849/2017.

 

Portaria Ministerial nº 971/2006, fem. Norma federal, editada pelo Ministério da Saúde em 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Nota: a partir de 28 de setembro de 2017, passa a constar na Portaria de Consolidação nº 2 – da consolidação das  normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde – em seu capítulo III, seção I, art. 6º,  inciso  V,  na forma do anexo 1 do anexo XXV. Ver Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Portaria de Consolidação nº 2/2017.

Em espanhol: Orden Ministerial nº 971/2006.

Em inglês: Ministerial Ordinance nº 971/2006.

 

Portaria Ministerial nº 1.600/2006, fem. Norma federal, editada pelo Ministério da Saúde em 17 de julho de 2006, que constitui o Observatório das Experiências de Medicina Antroposófica no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Nota: em 28 de setembro de 2017, passou a constar na Portaria de Consolidação nº 2 – da consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde –, em seu capítulo III, seção I, art. 6º, inciso V, na forma do anexo 2 do anexo XXV. Ver Observatório das Experiências de Medicina Antroposófica no Sistema Único de Saúde; Observatório de Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Portaria de Consolidação n.º 2/2017; Portaria Ministerial n.º 971/2006.

 

Em espanhol: Orden Ministerial nº 1.600/2006.

Em inglês: Ministerial Ordinance nº 1.600/2006.

 

Potência da dinamização, fem. Representação numérica da quantidade de dinamizações indicadas que uma matriz ou medicamento – homeopático ou antroposófico – recebeu.

 

Nota: exemplos de potência de dinamização: arnica 3 DH (escala decimal); arnica 6 CH (escala centesimal); arnica 3 LM (escala cinquenta milesimal). Ver Dinamização; Escala de dinamização; Medicamento antroposófico; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: potencia de dinamización.

Em inglês: potentization; dynamization power.

 

Povos e comunidades tradicionais, masc. pl. Grupos de pessoas com formas próprias de organização social, ocupação e utilização dos territórios e recursos naturais, que utilizam conhecimentos e práticas gerados e transmitidos pela tradição para reproduzir hábitos culturais, políticos, religiosos, ancestrais e de saúde, entre outros.

 

Nota: a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS considera a utilização das medicinas tradicionais como uma forma de cuidado em saúde, destacando a importância dos povos e das comunidades tradicionais no compartilhamento das informações relacionadas. Ver Comunidade local; Conhecimento tradicional associado; Educação popular em saúde; Medicina tradicional, complementar e alternativa.

 

Em espanhol: pueblos y comunidades tradicionales. 

Em inglês: local people and traditional communities.

 

Prabhava, masc. Efeitos específicos dos alimentos e das ervas utilizados no ayurveda.

 

Nota: dentro da concepção de tratamento ayurvédico, cada alimento e/ou erva é utilizado conforme o seu sabor (rasa), a sua potência (virya) e a sua capacidade de biotransformação (vipaka). Ver Ayurveda; Rasa; Virya; Vipaka.

 

Em espanhol: prabhava 

Em inglês: prabhava.

 

Prakruti, masc. Constituição física e psicológica do indivíduo, determinada na gestação, que determina como corpo e mente reagem frente a estímulos, e utilizada pelo ayurveda para prevenção e tratamento.

 

Notas: i) O prakruti é influenciado tanto  pela  genética  dos pais quanto pelos hábitos e dieta da mãe durante a gestação, mantendo-se estável ao longo da vida da pessoa. ii) Avaliando o prakruti, pode-se conhecer melhor cada indivíduo e seus doshas. Ver Ayurveda; Doshas.

 

Em espanhol: prakruti. 

Em inglês: prakruti.

 

Prana, masc. Energia vital universal que permeia o cosmo e constitui tudo o que existe, sustenta os processos fisiológicos, emocionais e mentais, considerado conceito central no ayurveda e no yoga.

Nota: conceito análogo ao do Qi da medicina tradicional chinesa.

Ver Ayurveda; Qi; Yoga. Em espanhol: prana. Em inglês: prana.

Pranayama, masc. Técnica de respiração utilizada  pelo  ayurveda  e pela yoga por meio da qual se expande e se intensifica o fluxo da energia no interior do corpo para desintoxicar e limpar os canais de energia. Ver Ayurveda; Yoga.

Em espanhol: pranayama. 

Em inglês: pranayama.

 

Prática  mental  da  medicina  tradicional  chinesa, fem. Ver sin. Meditação.

 

Práticas corpo-mente, fem. pl. Práticas utilizadas para promoção da saúde que promovem, entre outros benefícios, o fortalecimento da atenção e da concentração e agregam técnicas de relaxamento, respiração, contemplação, treino do foco da atenção por meio de sons, palavras, imagens.

Nota: a meditação é uma prática corpo-mente. Ver Meditação; Naturologia; Naturopatia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

Em espanhol: prácticas cuerpo-mente.

Em inglês: body-mind practices.

 

Práticas  corporais  da  medicina  tradicional  chinesa,  fem.  pl. Atividades que envolvem movimento ou manipulação corporal, atitude mental e respiração com intuito de equilibrar o Qi, segundo os princípios da medicina tradicional chinesa (MTC). (Figura 69).

Nota: exemplos de práticas corporais da MTC são do-in, lian gong, meditação, Qi gong, shiatsu, tai chi chuan, tui na. Ver Do-in; Lian gong; Meditação; Medicina tradicional chinesa; Qi gong; Tai chi chuan; Tui na.

 

Em espanhol: prácticas físicas en medicina tradicional china. 

Em inglês: traditional chinese medicine body practices.

 

Práticas expressivas em saúde, fem. pl. Práticas que se utilizam da arte em suas diversas formas – sons de instrumentos, música, canto, expressões do corpo, dança, poesia – como recursos, ferramentas ou instrumentos terapêuticos nos processos de promoção de saúde, prevenção de agravos e tratamentos. Ver Arteterapia; Biodança; Cantoterapia; Dança circular; Musicoterapia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Práticas terapêuticas; Terapia artística antroposófica.

 

Em espanhol: prácticas expresivas en salud. 

Em inglês: expressive health practices.

 

Práticas  Integrativas  e  Complementares  em  Saúde,  masc.  pl. Sin. PICS. Práticas de saúde, baseadas no modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

 

Notas: i) Exemplos de PICS: acupuntura, aromaterapia, arteterapia, homeopatia, fitoterapia, meditação, reiki, tai chi chuan, terapia comunitária, terapia floral, termalismo, yoga, entre outros. ii) No Sistema Único de Saúde (SUS), as PICS ampliam a oferta das opções terapêuticas para a atenção à saúde e contribuem para que os usuários reduzam o consumo de medicamentos, aumentem a autoestima e melhorem a qualidade de vida. iii) Também são denominadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medicina tradicional e complementar (MTC). Ver Aromaterapia; Ayurveda; Biodança; Cromoterapia; Fitoterapia; Homeopatia; Musicoterapia; Naturologia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Medicina antroposófica; Medicina tradicional chinesa; Tecnologia em saúde; Termalismo.

 

Em espanhol: Prácticas Integrativas y Complementarias en Salud. 

Em inglês:Integrative and Complementary Practices in Health .

 

Práticas terapêuticas, fem. pl. Atividades de cuidado, técnicas e recursos executadas dentro de uma abordagem terapêutica. Ver Abordagem terapêutica; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Técnicas ou recursos terapêuticos.

 

Em espanhol: prácticas terapéuticas. 

Em inglês: therapeutic practices.

 

Preparação oficinal, masc. Formulação preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita no formulário nacional ou em formulários internacionais, reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ver Farmácia de manipulação; Farmacopeia.

 

Em espanhol: preparación oficinal; fórmula oficinal.

Em inglês: officinal preparation.

 

Princípio da similitude, masc. Ver sin. Lei dos Semelhantes.

 

Princípio vitalista, masc. Princípio segundo o qual existe uma força vital imaterial que regula o organismo de forma dinâmica e harmônica, sendo responsável por todos os fenômenos fisiológicos e que, quando em desequilíbrio, gera os sintomas de adoecimento. Ver Homeopatia;  Vitalismo.

 

Em espanhol: principio vitalista. 

Em inglês: vitalist principle.

 

Procedimentos de acupuntura, masc. pl. Conjunto de possibilidades (recursos terapêuticos) que podem ser associadas para estimular os pontos de acupuntura.

 

Nota: têm a finalidade de promover restauração de funções orgânicas, reforço do sistema imunológico, analgesia ou relaxamento, entre outros benefícios. Ver Acupuntura; Pontos de acupuntura; Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: procedimientos de acupuntura.

Em inglês: acupuncture procedures.

 

Produto tradicional fitoterápico,  masc.  Produto  fitoterápico baseado em conhecimentos e saberes  transmitidos  de  geração em geração e produzido com plantas listadas em relação oficial ou cuja segurança e efetividade sejam demonstradas na literatura técnico-científica.

 

Notas: i) O produto tradicional fitoterápico é regulado por norma específica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

ii) Não contém matérias-primas em concentração de risco tóxico conhecido. Ver Medicamento fitoterápico; Planta medicinal; Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

 

Em espanhol: producto herbolario tradicional. 

Em inglês: traditional herbal product.

 

Programa de Medicina Tradicional, masc. Estratégia adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para incentivar os países a formularem e implementarem políticas públicas para uso racional e integrado da medicina tradicional e complementar (MTC) nos sistemas nacionais de atenção à saúde.

 

Notas: i) O Programa de Medicina Tradicional incentiva o desenvolvimento de estudos científicos para melhor conhecimento da segurança, eficácia e qualidade da medicina tradicional. ii) Em 2013, foi publicada a atualização da estratégia da OMS sobre medicina tradicional para o período 2014-2023. Ver Medicina alternativa; Medicina complementar; Medicina integrativa; Medicina tradicional; Medicina tradicional e complementar.

 

Em espanhol: Programa de Medicina Tradicional.

Em inglês: Traditional medicine program.

 

Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, fem. Sin. PNPMF. Plano de ações que visa à melhoria do acesso da população a plantas medicinais e fitoterápicos, à inclusão social e regional, ao desenvolvimento industrial e tecnológico, à promoção da segurança alimentar e nutricional, além do uso sustentável da biodiversidade brasileira e da valorização e preservação do conhecimento tradicional associado das comunidades e dos povos tradicionais.

  

Nota: o Programa foi estabelecido em consonância com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Ver Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Em espanhol: Programa Nacional de Plantas Medicinales y Fitoterapicos.

Em inglês: National Program of Medicinal Plants and Phytotherapics.

 

Própolis, fem./masc. Substância resinosa, de cor, sabor e aroma variáveis, produzida pelas abelhas por meio da colheita de resinas da flora regional e alteradas pela ação das enzimas salivares.

Nota: apresenta composição de 55% de resinas vegetais; 30% de cera de abelhas; 8% a 10% de óleos essenciais; e 5% de pólen, aproximadamente. Ver Apiterapia; Dietoterapia; Dietoterapia chinesa; Medicina tradicional chinesa.

Em espanhol: própolis 

 Em inglês: propolis.

 

Qi, masc. Sin. C’hi; Chi; Ki. Energia vital que constitui tudo o que existe e, para a medicina tradicional chinesa, compõe não só a matéria, mas também elementos mais sutis, como emoções, sentimentos, inteligência e vontade.

Nota: a livre circulação do Qi pelos meridianos mantém o indivíduo em equilíbrio, favorecendo harmoniosamente a saúde física e mental. Ver Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Saúde integrativa.

Em espanhol: Qi. 

Em inglês: Qi.

 

Quadrimembração, fem. Princípio antroposófico segundo o qual o homem é constituído por quatro estruturas essenciais: o corpo físico – parte material; o corpo etérico ou vital – forças responsáveis pela vida; o corpo astral – forças da consciência; e a organização do eu ou espírito – individualidade de cada ser humano.

 

Nota: na quadrimembração, cada uma das quatro estruturas mantém relação com os quatro elementos: terra (corpo físico), água (corpo etérico), ar (corpo astral) e fogo (Eu). Ver Antroposofia; Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: cuatriestructura. 

Em inglês: fourfold; fourfold human being; fourfold nature of the human being.

 

 

Qualidade de vida, fem. Percepção individual que considera aspectos objetivos e subjetivos da vida, em suas várias dimensões positivas e negativas.

Notas: i) Para analisar qualidade de vida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera os domínios físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, ambiente e espiritualidade.

ii) Consideram-se aspectos subjetivos: bem-estar, felicidade, amor, prazer, realização pessoal, entre outros; e aspectos objetivos: renda, escolaridade, fatores relacionados ao desenvolvimento econômico e social, entre outros.

Em espanhol: calidad de vida. 

Em inglês: quality of life.

 

Quirofonética, fem. Técnica terapêutica de base antroposófica  na qual o terapeuta quirofonético entoa sons da própria fala (vogais, consoantes, versos) enquanto realiza deslizamentos manuais pelo corpo do paciente, para despertar as forças internas de regeneração da saúde.

Notas: i) A quirofonética foi desenvolvida pelo médico alemão Alfred Baur, em 1972, e pode ser aplicada em diversas situações de adoecimento físico, psíquico ou deficiências motoras e cognitivas. 

O toque corporal na quirofonética obedece a movimentos específicos realizados especialmente nas costas,  nos  braços  e nas pernas e, em geral, com o auxílio de óleos medicinais. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: quirofonética. 

Em inglês: chirophoretic.

 

Quiropraxia, fem. Prática terapêutica que atua no diagnóstico, no tratamento e na prevenção das disfunções mecânicas do sistema neuromusculoesquelético e seus efeitos na função normal do sistema nervoso e na saúde geral. (Figura 70).

 

Notas:  i) A quiropraxia enfatiza o tratamento manual, como a manipulação articular ou “ajustamento”, e a terapia de tecidos moles. ii) As manipulações conduzem ajustes na coluna vertebral e em outras partes do corpo, visando tanto a correção de problemas posturais quanto o alívio da dor, e favorecendo a capacidade natural do organismo de autocura. iii) A quiropraxia integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Osteopatia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: quiropráctica.

Em inglês: chiropractic.

 

 Racionalidades em saúde, fem. pl. Ver sin. Racionalidades médicas.

 

Racionalidades  médicas, fem. pl. Sin. Racionalidades em saúde.

Conjunto integrado e estruturado de práticas e saberes composto de dimensões interligadas que possuem um sistema semiológico, clínico e terapêutico próprio.

 

Notas: i) As racionalidades médicas permitem analisar ou comparar sistemas médicos complexos, de origens culturais diferentes, em perspectiva teórica, analítico-descritiva,  ou empírica.   ii)   Estruturam-se   em   seis   dimensões   fundamentais:

    1. Cosmologia, que corresponde a uma visão de mundo específica;
    2. Doutrina médica, que se refere às concepções teóricas sobre o adoecimento; 3. Morfologia, ligada à anatomia ou à circulação da energia no organismo; 4. Fisiologia, que envolve as explicações acerca da dinâmica vital; 5. Sistema de diagnose, que representa os procedimentos de análise de uma doença ou quadro clínico; e 6. Sistema terapêutico, que diz respeito às terapias visando à promoção da saúde e à recuperação do equilíbrio vital. Ver Ayurveda; Homeopatia; Medicina antroposófica; Medicina tradicional chinesa; Sistema médico complexo.

 

Em espanhol: racionalidades medicas.= 

Em inglês: medical rationalities.

 

 RAS, fem. Rede de Atenção à Saúde.

 

Rasa, masc. Sabores dos alimentos e ervas utilizados como base nos tratamentos do ayurveda: doce, azedo, salgado, picante, amargo e adstringente. (Figura 71). Ver Ayurveda; Vipaka; Virya.

 

Em espanhol: rasa.

Em inglês: rasa.

 

Rasayana, masc. Conjunto de técnicas terapêuticas  do  ayurveda que promove o aumento da vitalidade e das funções mentais, normalmente composto por dietas, ingestão de ervas, massagens com ervas e óleos, yoga, meditação, entre outras.

 

Nota: promove a saúde e a energia vital do paciente, estimulando sua  imunidade  e  prevenindo  doenças.  Ver  Ayurveda; Doshas; Prabhava.

 

Em espanhol: rasayana.

Em inglês: rasayana.

 

Recursos terapêuticos, masc. pl. Meios, materiais ou procedimentos utilizados na promoção e na recuperação da saúde.

 

Nota: exemplos de recursos terapêuticos são: geleia real, moxabustão,  ventosaterapia,  óleos  essenciais,  entre   outros. Ver Apiterapia; Argiloterapia; Aromaterapia; Banho terapêutico antroposófico; Medicina tradicional chinesa.

 

Em espanhol: recursos terapéuticos.

Em inglês: therapeutic resources.

 

Reiki, masc. Prática terapêutica que utiliza a  imposição  das  mãos para canalização da energia vital, visando promover o equilíbrio energético, necessário ao bem-estar físico e mental. (Figura 73).

 

Nota: i) O reiki é uma das práticas de cura vibracional que compõe o arcabouço de técnicas de imposição de mãos. ii) Integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Imposição de mãos; Qi; Toque terapêutico; Vitalismo.

 

Em espanhol: reiki. 

Em inglês: reiki.

 

Relação de interagência, fem. Vínculo de coparticipação entre o cuidador e o usuário – considerado um dos pilares de sustentação da naturopatia – a partir do qual tudo ocorrem: definição do processo terapêutico, estabelecimento das corresponsabilidades, acolhimento, observado o caráter transversal da ação.

 

Notas: i) A relação de interagência valoriza o cuidado humanizado e o desenvolvimento do vínculo terapêutico, a escuta acolhedora, a autonomia da pessoa assistida, a empatia, a compreensão, a mudança de paradigmas e hábitos de vida, considerando a integralidade do indivíduo. ii) Dentro da relação de interagência, ocorrem anamnese, avaliação de sinais  e  sintomas,  teste olfativo com óleos essenciais, aplicação de práticas integrativas e complementares, orientações de promoção de saúde, entendimentos gerais. Ver Naturologia; Naturopatia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

Em espanhol: relación de interacción.

Em inglês: interagency relationship.

 

 

Relação Nacional de Fitoterápicos, fem. Sin. Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Renafito; Rename-Fito. Lista de medicamentos fitoterápicos que constam na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).

Notas: i) A Relação Nacional de Fitoterápicos foi uma das diretrizes que compõem a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. ii) Esta lista segue os critérios da Rename. Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Relação Nacional de Plantas Medicinais; Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.

Em espanhol: Lista Nacional de fitoterapéuticos. 

Em inglês: National List of Herbal Medicines.

 

 

Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, fem. Sin. Rename.

Lista oficial dos medicamentos  indicados  para  atendimento de doenças ou de agravos, visando à garantia da integralidade do tratamento medicamentoso e atuando como instrumento racionalizador da prescrição, da dispensação e do uso dos medicamentos, no âmbito do SUS.

Notas: i) Na Rename, edição 2014, encontram-se relacionados 12 fitoterápicos que podem ser ofertados na rede pública mediante pactuação entre os gestores estaduais e municipais. ii) A revisão permanente da Rename consta entre as diretrizes da Política Nacional de Medicamentos (PNM). Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Relação Nacional de Fitoterápicos; Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.

 

Em espanhol: Lista Nacional de Medicamentos Esenciales.

Em inglês: National List of Essential Drugs.

 

Relação Nacional de Plantas Medicinais, fem. Sin. Renaplam. Lista de espécies vegetais nativas ou exóticas adaptadas nas regiões brasileiras, elaborada com finalidade de disponibilização no SUS. Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Relação Nacional de Fitoterápicos; Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.

 

Em espanhol: Lista Nacional de Plantas Medicinales. 

Em inglês: National List of Medicinal Plants.

 

Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, fem. Ver sin. Relação Nacional de Fitoterápicos.

 

Relação Nacional de Plantas Medicinais com Potencial de Utilização no SUS, fem. Ver sin. Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.

 

Relação Nacional de Plantas Medicinais de  Interesse  ao  SUS, fem. Sin. ReniSUS; Relação Nacional de Plantas Medicinais com Potencial de Utilização no SUS. Lista de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Ministério da Saúde.

 

Nota: a ReniSUS orienta estudos e pesquisas de interesse para a elaboração das relações  nacionais  de  plantas  medicinais  e de fitoterápicos, e para o desenvolvimento e a inovação dessa área. Ver Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Relação Nacional de Fitoterápicos; Relação Nacional de Plantas Medicinais.

 

Em espanhol: Lista Nacional de Plantas Medicinales de interés al SUS.

   Em inglês: National List of Medicinal Plants of SUS concern.

 

Renafito, fem. Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Rename,  fem. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Rename-Fito,    fem. Relação  Nacional  de  Plantas  Medicinais  Fitoterápicos.

 

 Renaplam, fem. Relação Nacional de Plantas Medicinais.

 

 ReniSUS, fem.  Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS.

 

Repertório homeopático, masc. Listagem de sintomas usada pelo homeopata como ferramenta complementar ao uso da matéria médica homeopática, para auxiliar na escolha do medicamento melhor indicado a cada caso.

  

Nota: os dados contidos no repertório homeopático são coletados a partir de registros toxicológicos, experimentações em indivíduos sãos e curas na prática clínica. Ver Homeopatia; Matéria médica homeopática; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: repertorio homeopático. 

Em inglês: homeopathic repertory.

 

Repertorização, fem.  Método  de seleção  do  medicamento mais indicado, em cada caso, por meio da transformação de informações subjetivas – os sintomas relatados pelo paciente – em dados objetivos para aplicação do repertório homeopático.

 

Nota: a repertorização sugere e a matéria médica decide, conforme Dr. José Maria Alves. Ver Homeopatia; Medicamento homeopático; Repertório homeopático.

 

Em espanhol: repertorización.

Em inglês: repertorization.

 

  Sangria, fem. Técnica terapêutica adotada na medicina tradicional chinesa que consiste na retirada de algumas gotas de sangue de determinados pontos do corpo do indivíduo. (Figura 74).

 

Notas: i) A sangria utiliza agulhas de três faces, de pontas triangulares, conhecidas como lancetas de sangria, ou agulhas tradicionais de acupuntura, finas e longas. ii) Pode ser aplicada em qualquer região do corpo, como costas, orelhas, mãos, face e membros. iii) Pode ser associada, complementarmente, com aplicação de ventosas. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura; Ventosa; Ventosaterapia.

Em espanhol: sangría. 

Em inglês: bleeding.

 

Saúde integrativa, fem. Padrão de saúde que considera o sujeito como um todo, respeitando seu equilíbrio físico, emocional, estrutural, energético e espiritual, podendo ser utilizados recursos das medicinas convencional, tradicional e complementar integrativa.

Notas: i) A saúde integrativa  tem como foco a promoção  da saúde, considerando a capacidade inata que o organismo dispõe para se recuperar. ii) O cuidado com o estilo de vida, que deve ser personalizado para cada paciente, pode envolver mudanças na dieta, a prática de atividades físicas, a busca do equilíbrio emocional e mental, por meio do uso da integração de terapias. Ver Medicina Integrativa; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: salud integrativa. 

Em inglês: integrative health.

 

Segurança, fem. Condição segundo a qual determinado medicamento, produto ou prática terapêutica esteja dentro do limite de risco aceitável, estabelecido pela autoridade sanitária competente.

 

Nota: em 2013, por meio da Portaria Ministerial GM nº 529, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Ver Biossegurança; Boas Práticas de Fitoterápicos; Boas Práticas de Manipulação de Fitoterápicos; Eficácia;  Farmacovigilância.

 

Em espanhol: seguridad.

Em inglês: safety.

 

Semente para acupuntura, fem. Insumo vegetal de formato esférico, diâmetro médio de 1 mm e consistência dura, utilizado para estimular as zonas neurorreativas, principalmente na acupuntura auricular. (Figura 75).

 

Notas: i) As sementes para acupuntura mais utilizadas são as das espécies vacaria e mostarda. ii) Colocadas sobre os pontos de acupuntura e fixadas com esparadrapo, permitem a estimulação cutânea do ponto por meio da pressão da semente sobre a pele. A estimulação do ponto também pode ocorrer pela ação energética da semente, que contém as propriedades de germinação e formação de uma planta. iv) As sementes podem ser substituídas por esferas de ouro, prata, aço ou cristal. Ver Acupuntura auricular; Medicina tradicional chinesa; Pontos de acupuntura.

 

Em espanhol: semilla para acupuntura.

Em inglês: acupuncture seed.

 

Shantala, fem. Prática terapêutica que consiste na manipulação (massagem) do corpo do bebê pelos pais, favorecendo o vínculo entre estes e proporcionando uma série de benefícios em virtude do alongamento dos membros e da ativação da circulação. (Figura 76).

Notas: i) A shantala tem origem indiana e foi difundida pelo médico francês Frédeérick Leboyer. ii) Exemplos de benefícios proporcionados pela shantala: alívio de cólicas, melhoria no sono, fortalecimento do sistema imunológico, entre outros. iii) A shantala integra, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Massagem; Massoterapia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares  em  Saúde;  Reflexoterapia.

Em espanhol: shantala.

Em inglês: shantala.

 

Shiatsu, masc. Técnica terapêutica corporal de origem oriental que consiste em massagear o corpo fazendo pressão com os dedos e as palmas sobre os pontos de acupuntura. (Figura 77).

Nota: utilizado para promover o equilíbrio físico e energético, a fim de tratar e/ou prevenir problemas de saúde. Ver Acupressão; Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Pontos de acupuntura.

Em espanhol: shiatsu.

Em inglês: shiatsu.

 

Shiroabhyanga, masc. Técnica de massagem ayurvédica realizada no couro cabeludo, no pescoço, nos ombros e na face, com óleo medicado aquecido, utilizado de acordo com o dosha da pessoa. (Figura 78).

Notas: i) A shiroabhyanga estimula os pontos nessas regiões, sendo o seu efeito sentido em todo o organismo. ii) Geralmente antecede o shirodhara. Ver Abhyanga; Ayurveda; Doshas; Shirodhara.

Em espanhol: shiroabhyanga. 

Em inglês: shiroabhyanga.

 

 

Shirodhara, masc. Sin. Oleação da cabeça. Técnica utilizada pelo ayurveda que consiste na aplicação de um fluxo de óleo contínuo, diretamente na testa e nas têmporas da pessoa. (Figura 79).

 

Nota: pode ser feito com outros líquidos como leite, lentelho de leite ou chá. Ver Ayurveda; Doshas; Shiroabhyanga.

 

Em espanhol: shirodhara.

Em inglês: shirodhara.

 

Similia similibus curantur, masc. Ver sin. Lei dos Semelhantes.

 

Sistema de Farmacovigilância Nacional, masc. Rede de vigilância sanitária dos estados, municípios e  esfera federal (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa), que realiza ações de acompanhamento do desempenho dos medicamentos disponíveis no mercado, a fim de identificar e prevenir o risco de efeitos adversos relacionados a esses produtos.

 

Notas: i) O Sistema de Farmacovigilância Nacional inclui ações relacionadas às plantas medicinais, fitoterápicos, medicamentos homeopáticos e antroposóficos. ii) As informações relacionadas são obtidas por parte das empresas, dos profissionais de saúde e dos usuários. Ver Farmacovigilância.

 

Em espanhol: Sistema de Farmacovigilancia Nacional.

Em inglês: National Pharmacosurveillance System.

 

Sistema médico complexo, masc. Conjunto de conhecimentos acumulados sobre a saúde humana que compreende seis dimensões essenciais: a existência de uma cosmologia, ou seja, uma forma de apreender e representar a realidade; uma doutrina médica; uma morfologia do corpo humano; uma fisiologia ou dinâmica vital humana; um sistema de diagnósticos; e um sistema de intervenções terapêuticas. Ver Racionalidades médicas.

 

Em espanhol: sistema médico complejo. 

Em inglês: complex medical system

 

Sistema Rio Aberto, masc. Prática mental individual ou coletiva que atua no sentido de despertar o homem para sua própria história e para a vida coletiva, desenvolvendo uma escuta sutil do corpo e estimulando o potencial energético, afetivo, mental e espiritual do praticante.

 

Notas: i) O Sistema Rio Aberto adota instrumentos específicos de trabalho, como o movimento vital expressivo em grupo; o movimento corretivo;  a  massagem  (circulatória  e  corretiva); o trabalho sobre si, individual e em grupo. ii) Essas práticas possibilitam  a  conexão  com  as  diversas  realidades  existentes

– marcadas pela forte cisão entre corpo e mente, assim como corpo/mundo, indivíduo/sociedade, homem/humanidade – comumente não percebidas no cotidiano. iii) Por meio do movimento, as práticas visam a uma ressonância (sintonia) entre aquilo que  os praticantes pensam,  sentem e fazem.  Ver Biodança; Constelação familiar; Dança circular; Meditação; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Terapia comunitária integrativa.

Em espanhol: Sistema Río Abierto. 

Em inglês: Open River System.

 

Sistema Único de Saúde, masc. Sin. SUS. Sistema público de saúde que garante acesso integral, universal e gratuito para toda a população do País.

Notas: i) O SUS abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, ou seja, o acesso deve ocorrer em todos os níveis de atenção à saúde: alta, média e baixa complexidade. 

Criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. iii) As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde foram institucionalizadas no SUS por meio da publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Política Nacional de  Plantas Medicinais e Fitoterápicos; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Rede de Atenção à Saúde.

Em espanhol: Sistema Único de Salud; Sistema Nacional de Salud.

Em inglês: National Health System; Unified Health System.

 

Sucussão, fem. Técnica que consiste na agitação vertical, vigorosa, constante e ritmada do insumo ativo dissolvido em insumo inerte adequado, contra superfície semirrígida.

 

Nota: pode ser realizada de forma manual ou mecânica, sendo utilizada na produção de medicamentos homeopáticos e antroposóficos. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Dinamização; Homeopatia; Medicamento homeopático; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: sucusión. 

Em inglês: succussion.

 

 SUS, masc. Sistema Único de Saúde.

 

Swedana, fem. Técnica de sudação ou sauna do ayurveda que utiliza óleos vegetais, feita logo após uma abhyanga. (Figura 80). Ver Abhyanga; Ayurveda; Doshas; Nasya.

 

Em espanhol: swedana. 

Em inglês: swedana.

 

 

Tai chi chuan, masc. Prática corporal coletiva de origem oriental que consiste em posturas de equilíbrio corporal e na realização de movimentos lentos e contínuos que trabalham, simultaneamente, os aspectos físico e energético do corpo. (Figura 81).

 

Nota: considerado uma arte marcial, tem sido reconhecido como prática de promoção da saúde em virtude dos benefícios relacionados ao exercício da meditação, ao relaxamento e ao equilíbrio. Ver Práticas corporais da Medicina tradicional chinesa; Medicina tradicional chinesa; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

 

Em espanhol: tai chi chuan. 

Em inglês: tai chi chuan.

 

Talassoterapia,  fem.  Prática  terapêutica  que  utiliza   recursos naturais marítimos    água  do   mar,   algas,   lamas marinhas, areias. (Figura 82). Ver Águas minerais; Crenoterapia;    Práticas    Integrativas    e    Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Termalismo social.

 

Em espanhol: talasoterapia.

Em inglês: thalassotherapy.

 

Tao, masc. Conceito filosófico de integridade e unidade do todo que orienta a medicina tradicional chinesa, o qual define a natureza essencial como a fonte, a dinâmica e a força motriz responsável por manter a vida em equilíbrio dinâmico e de onde derivam as duas energias básicas – yin e yang – que formam e regulam todas as coisas.

 

Notas: i) O tao significa “caminho”, “via” ou “princípio” e também pode ser encontrado em outras filosofias e religiões chinesas.

    • Faz a interligação entre o meio abstrato (emoções e pensamentos) que influencia o meio concreto (o funcionamento dos diferentes sistemas orgânicos).  iii)  A  qualidade  dessa  relação  determina o grau de harmonia e saúde. Ver Medicina tradicional chinesa; Teoria do yin-yang; Teoria dos cinco movimentos ou elementos.

 

Em espanhol: tao.

Em inglês: tao.

 

Tarpana, fem. Técnica terapêutica do ayurveda que utiliza envoltórios feitos de farinha de cereais colocados ao redor dos olhos, onde é depositado ghee, geralmente por um período de cinco a dez minutos. Ver Ayurveda; Ghee; Doshas; Nasya.

 

Em espanhol: tarpana. 

Em inglês: tarpana.

 

Técnicas   ou   recursos    terapêuticos,   fem.   pl.   Procedimentos de natureza terapêutica que possibilitam a  execução  das Práticas  Integrativas  e  Complementares  em   Saúde   (PICS). Ver Práticas terapêuticas.

 

Em espanhol: técnicas terapéuticas. 

Em inglês: techniques or therapeutic resources.

 

Tecnologia em saúde, fem.  Conhecimentos  e  habilidades  aplicados em intervenções seguras e eficazes na promoção, no tratamento e no cuidado em saúde, que incluem as práticas integrativas e complementares, os sistemas complexos, os medicamentos fitoterápicos, homeopáticos ou antroposóficos, entre outros. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Práticas terapêuticas; Sistema médico complexo.

 

Em espanhol: tecnología en salud.

Em inglês: health technology.

 

Teoria do yin-yang, fem. Base filosófica da medicina tradicional chinesa, segundo a qual o mundo se divide em duas forças ou princípios, fundamentais e complementares.

 

Nota: visa alcançar o equilíbrio da dualidade: positivo e negativo, feminino e masculino, entre outros. Ver Medicina tradicional chinesa; Tao; Teoria dos cinco elementos.

 

Em espanhol: teoría yin yang.

Em inglês: yin yang theory.

 

Teoria dos cinco movimentos ou elementos, fem. Sin. Cinco elementos. Base filosófica da medicina tradicional chinesa, segundo a qual cada emoção está ligada a determinados elementos, canais de energia, conjunto de órgãos e sistemas orgânicos que, por sua vez, relacionam-se com os cinco elementos existentes na natureza – fogo, terra, metal, água e madeira –, influenciando-se mutuamente.

 

Notas: i) Na teoria, os cinco elementos podem ser entendidos como fases ou movimentos das energias yin-yang. ii) Também têm suas representatividades por meio das estações do ano: fogo equivale à fase da energia no verão; terra à do verão prolongado; metal à do outono; água à do inverno e madeira à da primavera.

    • Nesse entendimento, a energia do coração, representada pelo elemento fogo, está relacionada com a alegria e a ansiedade; a energia do baço/pâncreas, representada pelo elemento terra, relaciona-se com a preocupação e as questões racionais; a energia do pulmão, representada pelo elemento metal, está relacionada com a depressão e a tristeza, angústia; a energia do fígado, elemento madeira, relaciona-se com a raiva e a mágoa; a energia do rim, elemento água, relaciona-se com o medo e o estado de pânico. Ver Medicina tradicional chinesa; Tao; Teoria do yin-yang.

 

Em espanhol: teoría de los cinco movimientos o elementos.

 

Em inglês: five elements theory.

 

 

Terapêutica medicamentosa, fem. Tratamento que implica a utilização de medicamentos, de acordo com o diagnóstico individualizado.

 

Nota: pode ser adotada nas terapias integrativas e complementares, quando necessário, envolvendo medicamentos fitoterápicos, alopáticos, homeopáticos e antroposóficos. Ver Medicamento antroposófico; Medicamento fitoterápico; Medicamento homeopático.

 

Em espanhol: terapia con medicamentos; terapia medicamentosa

Em inglês: drug therapy.

 

 

Terapia artística antroposófica, fem. Prática expressiva de base antroposófica que utiliza elementos artísticos (como cor, forma, volume, luz e sombra) na realização de exercícios específicos visando à recuperação do equilíbrio entre corpo e alma na promoção da saúde.

Notas: i) A terapia artística antroposófica utiliza, entre as modalidades mais frequentes: exercícios com aquarela aplicando pigmentos naturais; desenho de formas; modelagem em argila; ou desenho com carvão. ii) Os exercícios são orientados e acompanhados por terapeuta artístico antroposófico – de maneira individualizada, em função dos objetivos do tratamento –, visando melhorar a vitalidade, a criatividade e a resiliência. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: arteterapia antroposófica.

Em inglês: anthroposophic art therapy; anthroposophic artistic therapy.

 

Terapia biográfica, fem. Sin. Aconselhamento biográfico. Técnica de aconselhamento de base antroposófica na qual, orientado pelo terapeuta, o indivíduo revê sua própria biografia para perceber o que pode estar bloqueando seu desenvolvimento pessoal e identificar as possibilidades de transformação. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica.

Em espanhol: terapia biográfica.

Em inglês: biographical therapy.

 

Terapia com pedras quentes, fem. Técnica terapêutica do ayurveda que utiliza aplicações de pedras aquecidas espalhadas sobre a coluna vertebral e pontos vitais do corpo, para equilíbrio energético da pessoa. (Figura 87).

Nota: pode ser precedida por abhyanga. Ver Abhyanga; Ayurveda; Doshas.

Em espanhol: masaje com piedras calientes. 

Em inglês: hot stone massage therapy.

 

Terapia comunitária integrativa, fem. Prática  terapêutica  coletiva que envolve os membros da comunidade numa atividade de construção de redes sociais solidárias para promoção da vida e mobilização dos recursos e competências dos indivíduos, famílias e comunidades. (Figura 83).

 

Notas: i) A terapia comunitária integrativa, a partir da publicação da Portaria Ministerial GM nº 849, de 27 de março de 2017, integra o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. ii) Nela, o saber produzido pela experiência de vida de cada um e o conhecimento tradicional são elementos fundamentais. Ver Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: práctica comunitaria integrativa 

Em inglês: integrative community therapy.

 

Terapia de florais, fem. Prática terapêutica que utiliza essências derivadas de flores para atuar nos estados mentais e emocionais. (Figuras 84 e 85).

 

Notas: i) A terapia de florais de Bach, criada pelo inglês Dr. Edward Bach (1886-1936), é o sistema precursor desta prática. ii) Exemplos de outros sistemas de florais: australianos, californianos, de Minas, de Saint Germain, do cerrado, Joel Aleixo, Mystica, do Alaska, do Hawai. Ver Acupuntura; Aromaterapia; Aromatologia; Óleos essenciais; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.

 

Em espanhol: terapia floral.

Em inglês: flower therapy.

 

Terapia hidromineral, fem. Prática terapêutica que consiste na aplicação externa e/ou interna de água, em diferentes temperaturas e modalidades, podendo também ser termais e/ou minerais. (Figura 88).

 

Nota: termo comumente utilizado pela naturologia e naturopatia. Ver Águas minerais; Crenoterapia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Termalismo social.

 

Em espanhol: hidroterapia mineral.

Em inglês: hydro mineral therapy.

 

 

Terapia    medicamentosa    antroposófica,    fem.    Recurso     de base antroposófica em que, de acordo com o diagnóstico individualizado, são prescritos medicamentos antroposóficos ou, em alguns casos, alopáticos. Ver Antroposofia aplicada à saúde; Medicamentos antroposóficos; Medicina antroposófica.

 

Em espanhol: terapia antroposófica con medicamentos.

Em inglês: anthroposophic drug therapy.

 

Termalismo, masc. Prática terapêutica que consiste no uso da água com propriedades físicas, térmicas, radioativas e outras – e eventualmente submetida a ações hidromecânicas –, como agente em tratamentos de saúde. (Figura 89).

 

Notas: i) A eficiência do termalismo no tratamento de saúde está associada à composição química da água (que pode ser classificada como sulfurada,  radioativa,  bicarbonatada,  ferruginosa  etc.), à forma de aplicação (banho, sauna etc.) e à temperatura. ii) O termalismo está institucionalizado no Sistema Único de Saúde (SUS) como prática integrativa e complementar. Ver Águas minerais; Crenoterapia; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Termalismo social.

 

Em espanhol: termalismo.

 Em inglês: thermalism; balneology; balneotherapy.

 

Termalismo social, masc. Utilização das águas termominerais considerando  seus  aspectos  ecológicos,  históricos,  sociais,  e garantindo o acesso universal a estabelecimentos termais da Rede de Atenção à Saúde para fins preventivos, terapêuticos e de promoção.

 

Nota: a oferta do termalismo social à população, em geral, envolve abordagens coletivas voltadas à prevenção, à promoção e à recuperação da saúde. Ver Crenoterapia; Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Termalismo.

 

Em espanhol: termalismo social.

Em inglês: social thermalism.

 

Tintura-mãe, fem. Sin. TM. Preparado líquido obtido pela extração de substâncias vegetais ou animais, dissolvidas e/ou extraídas por maceração ou por percolação em uma solução hidroalcoólica.

 

Nota: a tintura-mãe dá origem a diferentes formas e diluições de medicamentos. Ver Maceração com água; Medicamento antroposófico; Medicamento fitoterápico; Medicamento homeopático;  Percolação.

 

Em espanhol: tintura-madre. 

Em inglês: mother tincture.

 

 TM, fem. Tintura-mãe.

 

Toque terapêutico, masc. Prática terapêutica vibracional que adota o direcionamento intencional de energia, com uso das mãos, como foco facilitador do processo de cura.

 

Notas: i) O toque terapêutico é uma interpretação contemporânea de antigos métodos de cura que trata do uso inteligente das funções terapêuticas do campo de energia vital do ser humano. ii) Foi a primeira técnica de cura pelas mãos incluída nos currículos formais de universidades no Ocidente. Ver Cura prânica; Imposição de mãos; Prana; Práticas Integrativas e Complementares em Saúde; Qi; Reiki.

 

Em espanhol: toque terapéutico. 

Em inglês: therapeutic touch.

 

 Trimembração, fem. Princípio antroposófico que considera o organismo humano como a união de três sistemas distintos e complementares: o neurossensorial, mais concentrado na região da cabeça; o rítmico, que se concentra, sobretudo, na região do tórax; e o metabólico-motor, que se concentra especialmente no abdome e nos membros.

 

Nota: pode ser reconhecida, em analogia, como sendo o pensar, o sentir e o agir. Ver Antroposofia; Antroposofia aplicada à saúde; Medicina antroposófica; Quadrimembração.

 

Em espanhol: trimembración humana; triple organización del cuerpo humano; tripartición.

Em inglês: threefold; threefold principle; threefold nature of human being.

 

 

Trituração, fem. Método de extração dos princípios ativos minerais, vegetais e animais realizado por meio do atrito, por tempo determinado, para diluir e potencializar a substância, utilizando a lactose como insumo inerte.

 

Nota: para o processo da trituração utilizam-se os seguintes materiais: gral de porcelana; pistilo de porcelana; espátula de porcelana; papel manteiga para pesagem; balança eletrônica com precisão de duas casas decimais. Ver Decocção; Infusão; Maceração com água; Percolação.

 

Em espanhol: trituración.

Em inglês: crushing; herbal medicine crushing; grinder herbal medicine.

 

 

Tui na, masc. Técnica terapêutica de massagem chinesa utilizada para tonificação ou sedação dos pontos dos meridianos do indivíduo, visando ao equilíbrio do fluxo de energia (Qi) por estes canais e das energias yin e yang. (Figura 90).

 

Nota: para o tui na, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece, aos estados- membros, orientações para formação e prática por meio dos Benchmarks for Training in Practice in Tuina. Ver Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Práticas Integrativas e Complementares.

 

   

Em espanhol: tui na.

Em inglês: tuina.

 

  Udwarthana, fem.  Sin. Massoterapia  com  pó de  ervas.  Técnica de massagem energizante feita com pó de ervas, adotada pelo ayurveda. (Figura 91). Ver Abhyanga; Ayurveda.

 

Em espanhol: udwarthana.

Em inglês: udwarthana.

 

Vajikarana, fem. Técnica terapêutica do ayurveda que utiliza alimentos ou ervas com ação tonificante do tecido reprodutivo e estimulante da vitalidade sexual.

Nota: pode ser feita no conjunto de técnicas adotadas em uma rasayana. Ver Ayurveda; Doshas; Rasayana.

Em espanhol: vajikarana.

Em inglês: vajikarana.

 

Vata, masc. Dosha do ayurveda responsável pelas funções de circulação e transmissão dos impulsos nervosos.

Nota: formado por espaço e ar, tem as seguintes características: seco, leve, sutil, móvel, claro e áspero. Ver Ayurveda; Doshas; Kapha; Panchama-habhutas; Pitta.

Em espanhol: vata. 

Em inglês: vata.

 

Ventosa, fem. Recipiente de vidro ou plástico utilizado para aderir à superfície da pele, por meio de vácuo, promovendo uma sucção que superficializa a estagnação de energia, estimulando os pontos de acupuntura. (Figuras 92 e 93).

Nota: a  ventosa  pode  ser  de  outros  materiais,  como  bambu e borracha. Ver Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Pontos de acupuntura; Práticas Integrativas e Complementares; Ventosaterapia.

Em espanhol: ventosa. 

Em inglês: cupping.

 

 

Ventosaterapia, fem. Sin. Aplicação de ventosas. Técnica terapêutica de origem oriental, que utiliza sucção nos canais de energia (meridianos) para estímulo dos pontos de acupuntura. (Figura 94).

Notas: i) A ventosaterapia é segura, confortável, não invasiva e nem dolorosa. ii) Aplicada de forma fixa sobre o ponto de acupuntura, ou móvel ao longo dos meridianos, com utilização de óleos vegetais para promover o livre deslizamento da ventosa, mantendo a sucção. Ver Acupuntura; Medicina tradicional chinesa; Meridianos; Práticas Integrativas e Complementares; Procedimentos de acupuntura; Ventosa.

Em espanhol: aplicación de ventosas.

Em inglês: cupping therapy.

 

Vikruti, fem. Condição presente do indivíduo, em constante mudança

– pelo entendimento do ayurveda –, que reflete sua capacidade de ajuste aos hábitos e às influências do modo de vida, podendo ser alterada por meio da dieta e da prática diária de meditação, para aproximação máxima do prakruti ou estado natural de saúde equilibrada. Ver Ayurveda; Doshas; Prakruti.

Em espanhol: vikruti.

Em inglês: vikruti.

 

 

Vipaka, masc. Gosto pós-digestivo que emerge dentro do corpo após a digestão dos alimentos e/ou ervas, conforme o ayurveda, podendo ser doce, azedo ou picante. Ver Ayurveda; Doshas; Rasa; Virya.

Em espanhol: vipaka. 

Em inglês: vipaka.

 

  

Virya, fem. Potencial ativo dos alimentos e das ervas, conforme o ayurveda, que pode ser quente ou frio. Ver Ayurveda; Doshas; Rasa; Vipaka.

 

Em espanhol: virya. 

Em inglês: virya.

 

Vitalismo, masc. Doutrina que defende a existência  de  uma  força vital que diferencia o ser vivo dos corpos inanimados, sendo sua diminuição ou bloqueio  o  agente  disparador  do  processo de adoecimento.

 

Nota: adotado por algumas medicinas tradicionais como auxílio para entendimento do processo saúde-doença. Ver Princípio vitalista; Qi.

 

Em espanhol: vitalismo.

Em inglês: vitalism.

 

  Yin-yang, masc. Energias opostas e complementares que se encontram em todas as coisas e, segundo a medicina tradicional chinesa, precisam estar em equilíbrio para manutenção da saúde do corpo e da mente. (Figura 95).

 

Notas: i) O yin-yang é um dos conceitos mais importantes da medicina tradicional chinesa. ii) O yin é o princípio feminino, noite, lua,  passividade,  absorção,  polaridade  negativa;  o  yang é o princípio masculino, dia, sol, luz, atividade, polaridade positiva. Ver Medicina tradicional chinesa; Práticas Integrativas e Complementares; Qi; Tao; Teoria dos cinco movimentos ou elementos; Teoria do yin-yang.

 

Em espanhol: yin yang. 

Em inglês: yin yang.

 

Yoga, masc. Prática corporal e mental de origem oriental utilizada como técnica para controlar corpo e mente, associada à meditação. (Figura 96).

 

Notas: i)  O  yoga é  considerado,  no Sistema  Único  de  Saúde (SUS), prática integrativa e complementar. ii) Apresenta técnicas específicas,  como  hatha-yoga,  mantra-yoga,  laya-yoga,  que  se referem a tradições especializadas. iii) O yoga integra, a partir da publicação da Portaria  Ministerial  GM    849,  de  27  de  março de 2017, o rol de novas práticas institucionalizadas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Ver Meditação; Práticas corpo-mente; Práticas corporais da medicina tradicional chinesa; Tai chi chuan.

 

Em espanhol: yoga. 

Em inglês: yoga.

 

Zang Fu, masc. Conceito filosófico da medicina tradicional chinesa que considera a existência de uma relação entre um conjunto de órgãos (Zang) e vísceras (Fu) do corpo humano com funções somáticas e matrizes emocionais.

 

Notas: i) Para o zang fu, cada um dos seis órgãos “Zang” corresponde a uma matriz emocional: rins/medo, coração/alegria, fígado/raiva,  baço  e  pâncreas/preocupação,  e  pulmão/tristeza.

ii) As vísceras “Fu” – estômago, intestino grosso, intestino delgado e bexiga – não possuem essa função emocional. iii) A vesícula biliar é considerada uma víscera “Fu” extraordinária, com matriz emocional do poder de decisão. iv) O triplo aquecedor e a circulação-sexualidade, apesar de não serem vísceras no sentido substancial, fazem a ligação entre todos os órgãos “Zang” e vísceras “Fu”, representando a totalidade de suas funções energéticas (emocionais, psíquicas e físicas). Ver Medicina tradicional chinesa; Práticas integrativas e complementares em saúde; Qi; Tao; Teoria dos cinco movimentos ou elementos; Teoria do yin-yang.

 

Em espanhol: zang fu.

Em inglês: zang fu.

 

Zonas neurorreativas de acupuntura, fem. pl. Ver sin. Pontos de acupuntura.

✔️ Produto adicionado com sucesso.